7 coisas constrangedoras durante o sexo

A ginecologista Flávia Fairbanks, especializada em sexualidade humana afirma: “Se for um relacionamento sólido, fica mais fácil para a mulher lidar com a situação e superá-la”, completa. O problema é mesmo quando já há alguma insegurança da mulher.

1-Dificuldades com a lubrificação

Se você anda com dificuldade em lubrificar e se considera anormal por isso, não se sinta só. “É muito mais normal do que imaginamos, mesmo em mulheres com a sexualidade bem resolvida”, explica a ginecologista Flávia Fairbanks, especializada em sexualidade humana e membro da SOGESP. As causas são variadas, pode ser tanto algo hormonal, passível de ocorrer com mulheres na menopausa, quanto uma questão psicológica, como insegurança ou medo do próprio desempenho. É importante conversar com seu ginecologista se você sentir que isso está dificultando a relação, mas também não precisa ter medo de usar lubrificantes com seu parceiro!

2-Flatulência vaginal

A vagina é um órgão que tem ligação com o meio externo, logo é muito comum que o ar entre dentro dela. O problema é que ao sair, o ruído pode muito bem lembrar outro tipo de ar que expelimos pelo nosso corpo, um pum! “Muitos homens sentem-se constrangidos quando isto acontece, assim como a mulher. A melhor forma de explicar é sendo sincera e informar que esta situação pode ocorrer e que o barulho é originado da entrada de ar da vagina e nada tem a ver com a flatus intestinais”, ensina a psicóloga Juliana Bonetti, especializada em sexologia.

 3 -Ejaculação feminina

Algumas mulheres podem sim “ejacular” durante a relação sexual, o que causa reações diversas. “Tenho pacientes que acham isso demais, outras simplesmente detestam”, comenta Flávia Fairbanks. Na verdade, ela explica, não se trata de uma ejaculação como a do homem, que libera sêmen, e sim mais fluído de lubrificação, que acaba saindo em um jato. Infelizmente para as que não gostam do fato, não há como acabar com isso, pois se trata apenas de uma liberação a mais de lubrificante pelas glândulas da vagina, não há como alterar seu funcionamento. E ao contrário da ejaculação masculina, ela não significa necessariamente um orgasmo.

4 -Dor de cabeça sexual

Nem sempre a dor de cabeça é uma desculpa para a mulher evitar o sexo, ouviram homens? Quando ela já demonstrou interesse, e de repente começa a sentir dores quando já está estimulada, pode ser um caso da chamada cefaleia copulogênica. “Isso é de uma sensibilidade individual. Durante o estimulo sexual, é normal que ocorra uma discreta elevação da pressão arterial, e algumas só com isso podem ter desconfortos como uma cefaleia”, contextualiza Flávia Fairbanks. Nesses casos, é importante conversar com o ginecologista.

Porém, muitas vezes essa dor pode ser psicológica. “A dor de cabeça pode ter fundo emocional e significa que esta mulher está com dificuldades na relação sexual”, lembra a psicóloga Juliana. Nessas situações, elas realmente sentem a dor, mas ela pode ocorrer a qualquer momento e a solução é tentar entender o que está errado no relacionamento e no sexo. Porém, é muito difícil diferenciar os dois casos, e o melhor critério é perceber em que momento esse incômodo aparece.

5 -Vontade de urinar

Muitas mulheres costumam sentir uma grande vontade de urinar durante o sexo. Isso também tem uma explicação fisiológica. “O útero começa a contrair durante a relação, e a bexiga é o órgão mais próximo dele, então isso repercute no fundo dela, empurrando-a, e pode desencadear a vontade de urinar”, explica a ginecologista Flávia Fairbanks. Muitas, inclusive, costumam confundir essa sensação com o orgasmo. Apesar da sensação de orgasmo realmente mudar durante o período menstrual e ao longo da vida, ela não tem nada a ver com a vontade de fazer xixi, ressaltam as duas especialistas.

O maior problema é quando acaba se soltando um pouco de urina durante o sexo. O ideal é ter a relação sexual com a bexiga nem muito cheia, nem muito vazia, pois é importante urinar após o sexo, para reduzir riscos de infecções urinárias. Se mesmo assim a incontinência ocorrer, é importante buscar o apoio de um uroginecologista. Outra situação ruim semelhante é a incontinência fecal, resultante também de uma musculatura flácida do ânus. Nesses casos, a saída é consultar um proctologista e tentar reforçar essa musculatura.

6 -Distração durante o ato

Enquanto o homem tem um caminho mais linear até o prazer: ele recebe o estímulo, tem uma ereção, cumpre a relação e então chega ao orgasmo, a mulher tem um caminho mais sinuoso – ela pode ter o interesse inicial e no meio do caminho o perder. Por isso, muitas vezes acontece da mulher perder o foco. Mas a normalidade depende da frequência com que isso acontece. “Isso é normal se ocorre de vez enquanto, não precisa estar focado sempre, mas se isso ficar mais comum do que o envolvimento completo na relação, merece atenção”, considera Flávia. Aprender a relaxar e esquecer os problemas cotidianos são dois dos passos para ter um sexo completo e prazeroso, como frisa a psicóloga Juliana.

7-Menstruar na hora H

Se o casal fará sexo quando a mulher está menstruada ou não, a decisão é de cada um. Mas é preciso levar em conta que, quando se faz sexo um pouco antes da data de início desse período, pode ser que esse momento seja antecipado. “Nos dias anteriores à menstruação o útero já está banhado de sangue, e as contrações uterinas podem ajudar a eliminar o endométrio mais rápido”, explica a ginecologista Flávia. E muitas vezes, pode acabar saindo sangue bem no momento da penetração ou da relação, o que dá uma vergonha danada, mas é algo natural do organismo e dá para explicar.
Porém, cuidado com esse antes: se o sangue descer e for um dia antes da sua data oficial, tudo bem. Mais do que isso pode significar que esse sangramento tenha outras causas, que merecem ser investigadas pelo seu ginecologista.

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