A selfie que acabou com a vida desta pobre menina…

Neste artigo, vamos falar sobre Sylwia Rajchel, uma menina de 24 anos que havia se mudado da Polônia para a Espanha, especificamente para Murcia, pelo programa Erasmus

É comum que os estudantes do Erasmus aproveitem ao máximo sua estadia no país, viajando para todos os cantos, para aproveitar essa experiência inesquecível em um país diferente.

Em 2014, Sylwia, que estudava na Universidade de Murcia, decidiu viajar para o sul da Espanha, passando por cidades como Córdoba e Granada.

No momento, em que se passam os fatos desse artigo ela estava na capital da Andaluzia, Sevilha, conhecida por sua riqueza arquitetônica, sua diversidade cultural refletida em cada centímetro da cidade e sua rica culinária.

Ela estava lá, passando alguns dias seu companheiros de nacionalidade italiana e colombiana.

Um dos problemas que temos hoje é que muitos não apreciam realmente os lugares onde estão, ficando mais preocupados em registrar o fato do que aproveitar seu tempo no local.

É comum vermos pessoas em concertos, espetáculos e outros eventos onde ao invés de aproveitarem o momento, focam na gravação dele com o seu smartphone.

Muitas vezes, as pessoas, ainda por cima, correm riscos desnecessários para conseguirem a melhor fotografia.

Isso foi o que aconteceu com Sylwia. Devido à riqueza histórica e cultural de Sevilha, há muitas áreas e monumentos declarados como Bens de Interesse Cultural (BIC), aos quais não podem fazer nenhuma alteração, a fim de preservar a memória histórica, e devem ser protegidos de danos tanto quanto possível. São monumentos ou áreas tombadas.

A Ponte de Triana e suas áreas adjacentes são declarados de interesse cultural, de modo que há espaços onde, por lei, é muito difícil fazer modificações, mesmo que sejam para a segurança das pessoas. Porém, na área onde Sylwia estava, havia um sinal que claramente dizia que era proibido tirar fotos por causa do perigo do local. Naquele lugar, em especial, o muro que impedira qualquer queda, media apenas 50cm.

Para tirar uma selfie, Sylwia aproximou-se demais do parapeito e perdeu o equilíbrio, precipitando-se irremediavelmente para baixo. Infelizmente, abaixo daquele murete, havia o encanamento de um rio, com muito pouca água para amortecer o impacto de sua queda. A menina foi levada ao hospital em Sevilha, onde morreu pouco depois.

A Prefeitura de Sevilha afirmou que o caso havia sido uma “exceção”, acrescentando que “tudo o que poderia ter sido feito e todas as medidas de segurança estavam lá estabelecidas”, ao mesmo tempo que descartou a colocação de cercas na área porque ela é uma BIC ou seja, uma área tombada. Com o tempo, parece que a cidade reviu essa decisão, porque agora há uma cerca.

Na época, colegas e amigos disseram que Sylwia era uma menina “alegre, divertida, amorosa e espontânea” e a Universidade de Murcia emitiu um comunicado de condolências. Seus restos mortais foram transladados ao seu país de origem. Em nome de Para Os Curiosos, transmitimos nossas condolências à família. E salientamos: fazer selfies é muito bacana, mas segurança em primeiro lugar.

Este é um site de noticias,curiosidades e tratamentos,ele não substitui um especialista.Consulte sempre seu médico.

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