Achei que era cólica intestinal, mas era apendicite!

Tomei remédio pra cólica, mas a dor só passou com uma cirurgia;

Carnaval de 2013. Passei o sábado inteiro na folia dos blocos de rua de São Paulo e caí na cama exausta. Não, não dormi até meio-dia do domingo, pois às 7h da matina uma forte dor no estômago me arrancou do mundo dos sonhos. Imaginei que fosse reflexo da folia e mandei ver num remédio para cólicas. Deu 8h, deu 10, deu 13h e nada daquele incômodo melhorar. Pelo contrário: estava piorando. Começava no final do seio e ia até abaixo do umbigo. Não havia mais posição confortável. “Devem ser gases”, supus e fiz meu pai comprar medicamento. Tomei e nada de aliviar. Quando anoiteceu, implorei: “Mãe, me leva para o hospital, não aguento mais!”.

O caminho foi mais uma tortura: cada balanço do carro me fazia revirar os olhos e gritar de dor. Passar em uma lombada era como levar uma facada no estômago! Chegando ao pronto-socorro fui logo submetida a exames de sangue, urina e raio-x. Duas horas depois, a médica cantou a bola: “Se até agora não passou, pode ser apendicite”. Arregalei os olhos, apavorada! O apêndice fica no final do intestino grosso e é como um filtro das bactérias que ficam ali. Quando infecciona, é bem sério.

Lá fui eu para a ressonância. Mal acabou e a doutora anunciou: “Você vai operar assim que a sala de cirurgia vagar, Patricia!”. Já eram 7h da manhã da segunda-feira e eu estava preocupada mesmo era com o carnaval… Tinha passagens compradas para o Rio de Janeiro, ia perder toda a folia! A médica foi clara: “É operar hoje ou morrer. O que escolhe?”. Engoli o choro e operei!

O processo foi bem rápido, durou pouco mais de uma hora. Que pós-operatório sofrido, gente! Doía até para falar. Passei uma semana largada na cama, à base de analgésicos. Era difícil até para fazer xixi, precisava de ajuda pra tudo. Mas depois de 15 dias de repouso estava zerada. Fiquei só com uma pequena cicatriz de três centímetros e a frustração da maravilha que poderia ter sido aquele carnaval no Rio…

Dor na região do estômago pode ser apendicite!

O gastroenterologista clínico Ricardo Barbuti garante que a apendicite se manifesta de várias formas. “Começa com uma dor abdominal na parte alta do estômago, normalmente acompanhada de febre, e se alastra para a parte baixa do abdômen”, diz, “repare se a dor piora com a angulação do corpo – alguns pacientes sequer conseguem erguer a coxa”. De acordo com ele, é comum que as pessoas confundam os sintomas com “várias outras coisas, como gases, diarreia, pedra nos rins, ovulação ou infecção urinária”. O médico alerta que não há prevenção e a melhor conduta é procurar um médico logo nos primeiros sintomas para avaliar o quadro.

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