Após 17 abortos, britânica com leucemia dá à luz quatro filhas

A britânica Lytina Kaur se mostrou, recentemente, um exemplo de superação. Ela deu à luz quatro filhas após sofrer 17 abortos.

Lytina foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda aos 17 anos. Ela recebeu um transplante de medula óssea no ano seguinte, contudo, desde então, os médicos afirmavam que ela nunca poderia ter filhos.

Hoje, Lytina tem 32 anos e mostrou que não poderia desistir de seu objetivo, pois tem quatro filhas. Duas delas, inclusive, vieram de gravidez natural.

A primeira filha de Lytina, Kiran, nasceu em setembro de 2015. As gêmeas Kajal e Kavita nasceram dois meses depois, em uma barriga de aluguel, na Índia.

Em junho de 2016, Kiyara, a quarta filha, nasceu em hospital da cidade onde Lytina mora, em Nottingham, na Inglaterra.

Abortos e dificuldades

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Os 17 abortos aconteceram em um período de cinco anos, entre 2010 e 2015. Ela tentava engravidar desde 2007.

“Sofri 17 abortos no total e todos foram muito difíceis, mas o mais complicado foi o primeiro. Vinha carregando isto há algum tempo”, afirmou, em entrevista ao DailyMail.

Alternativas e superação

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Enquanto tentava engravidar, Lytina e seu marido foi atrás de adoção, mas descobriu que não havia nenhuma criança asiática disponível para o procedimento. Então, o casal soube da possibilidade de barriga de aluguel.

Entre 2013 e 2015, um hospital na Índia fez seis tentativas de implantar um embrião em uma barriga de aluguel, mas todos acabaram em aborto. O casal havia desistido quando, em fevereiro de 2015, Lytina descobriu que estava grávida naturalmente. Kiran veio nove meses depois.

“Foi um choque. Esperávamos um aborto. Entendíamos que aquilo iria acontecer. Cada dia era difícil. Eu não saía de casa, nem dirigia, porque não queria nenhum estresse desnecessário. Não contei à minha família, nem a ninguém. Não queria que ninguém ficasse empolgado por um aborto que logo aconteceria. Mas deu certo”, afirmou.

Em novembro de 2015, as gêmeas Kajal e Kavita nasceram após um procedimento de barriga de aluguel também ter dado certo. E, por fim, já em junho de 2016, Kiyara nasceu prematura, após 28 semanas de gestação. Ela ficou nove semanas internada até poder voltar para casa.

No fim das contas, nenhuma das quatro garotas sofreu qualquer complicação de saúde. Estão saudáveis e ao lado da mãe, na Inglaterra. “Eu estava curtindo minha vida e, do nada, em quatro meses, tudo ficou maluco. Mas amo passar o tempo com minhas crianças”, disse ela.

 

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