As mulheres estão deixando o salto alto de lado. Saiba o porquê!

As flats estão ganhando cada vez mais espaço no mercado e movimentos como o sportswear, o normcore e o feminismo têm ajudado a tirar as fashionistas do stiletto

Dá mais postura, deixa alta, faz com que as pernas pareçam mais longas, são chics e ótimos para eventos à noite. Há quem diga que até empina o bumbum… Os prós do salto alto são conhecidíssimos de qualquer fashionista. No entanto, será que o mundo continua valorizando esses atributos?

Se o homem abandonou o salto lá atrás, por que as mulheres não podem fazer o mesmo

Ao que tudo indica, parece que não. Na verdade, desde 2010 a moda tem sido invadida por uma onda de conforto que, é claro, respingou na seção de acessórios também. “Primeiro veio o sportswear, que tinha o intuito de trazer para o consumidor roupas mais práticas e funcionais para o dia a dia. Depois, em meados de 2013, o normcore explodiu. Naquele momento, em resposta à montão exagerada das girls sedentas por um clique de street style, muitos fizeram do combo jeans + camiseta branca + sneakers um uniforme”, relembra Sofia Martellini, trendhunter que faz parte do time de experts do WGSN, empresa especializada em pesquisa de tendências para o mercado.

Look de street style clicado em Nova York

“Se o homem abandonou o salto lá atrás, por que as mulheres não podem fazer o mesmo?”, questiona. O feminismo também está ligado a essa queda de popularidade do salto. Julia Roberts, por exemplo, radicalizou ao pisar descalça no tapete vermelho de Cannes, neste ano. O evento cobra obrigatoriedade do item para mulheres. Inconformada, a atriz não deixou barato e colocou a mesma pergunta feita por Martellini em pauta. Kristen Stewart é outra voz desse debate no mundo da celebridades. Ela faz parte de uma geração mais jovem que já não compactua com a ideia de que as mulheres precisam estar sempre usando a moda a fim de parecerem mais magras ou mais altas.

Reprodução

A designer de acessórios Luiza Setúbal, por exemplo, uma apaixonada pelos saltos, confessa que a sua rotina não segura mais o escarpim com tanta frequência como antigamente. “Acho que sapatos baixos deixam o look mais cool”, acrescenta. Para ela, as flats são capazes de tirar o jeito “arrumadinho” de algumas produções.

O resultado disso tudo? Nos EUA, segundo uma pesquisa feita pelo NPD Group, as vendas do stiletto caíram em 12% nos últimos dois anos. Enquanto isso, os modelos pé no chão cresceram 13%. Por aqui, o WGSN explica que essas peças já representam 41% de todo o setor.

Nas ruas, o efeito é nítido. Não à toa, as galerias de moda de rua ficaram abarrotadas de looks arrematados por tênis brancos, chinelos do tipo rider (como os feitos por Rihanna para a Puma), slippers com pelo da Gucci (uma das marcas mais influentes do momento), flatforms da Stella McCartney e tantos outros it-shoes anti-sofrimento.

Na The Row das irmãs Olsen, o salto passa longe! A linha de sapatos da marca é especializada em flats como a da foto.

Louboutins e Manolos que se cuidem! Na verdade, até super designers como eles (que não são bobos, nem nada), estão de olho nessa virada do jogo. Por isso, não é difícil encontrar rasteirinhas, saltos baixos e sneakers nas lojas de grifes como Charlotte Olympia, Sophia Webster e Alexandre Birman. Algumas marcas, como a The Row das gêmeas Olsen, sempre tiveram as flats como foco e Ashley já chegou a declarar que não enxerga a necessidade de se equilibrar em cima de algo para ser elegante.

“Por muito tempo, estilo e conforto eram vistos como conceitos opostos. Depois de tantas reviravoltas no mundo fashion, eles finalmente se tornaram complementares.

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