Atividade física colabora com a forma e com saúde mental

Ao lado da alimentação balanceada, a atividade física lidera o ranking de medidas imprescindíveis para cuidar da saúde. Manter-se ativo previne doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, fortalece o sistema imunológico, beneficia a qualidade de vida e o convívio social, aumenta a capacidade respiratória e estímulos do sistema nervoso central, melhorando também a memória. Diante de todos esses benefícios, um deles acaba vindo de bônus, uma vez que o cérebro é beneficiado: a prevenção e o controle da depressão.

“Durante a realização de exercícios físicos, o organismo libera dois hormônios essenciais para auxiliar no tratamento da depressão: a endorfina e a dopamina”, afirma o educador físico e o psicomotricista Ricardo Cardoso. O profissional explica que ambos têm influência principalmente sobre o humor e emoções. As endorfinas são substâncias que produzidas e liberadas no cérebro provocam sensação de bem-estar, possibilitando a pessoa a manter-se em um melhor estado psicossocial. Essas substâncias ainda agem como analgésico natural, aliviando dores de cabeça e pelo corpo.

Quando praticar atividade física?
“Não é preciso ser um atleta para ter acesso aos benefícios que a atividade física pode proporcionar. Praticar exercícios pelo menos três vezes na semana já é o suficiente para ter mais saúde”, aponta o personal trainer Alexandre Rodrigues. E é o que recomenda também a Organização Mundial da Saúde (OMS): pelo menos 150 minutos de atividade por semana, quantidade de pode ser dividida em 30 minutos cinco vezes por semana ou 50 minutos três vezes por semana, por exemplo.

Diferentes explicações
Segundo pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, existe uma explicação para os exercícios colaborarem em casos de depressão: eles induzem mudanças nos músculos que os fazem produzir uma proteína que retira do sangue uma substância que se acumula em situações de estresse e pode provocar danos ao cérebro.

A pesquisa foi realizada com camundongos geneticamente modificados para ter altos níveis dessa proteína, o equivalente à quantidade encontrada em pessoas com boas condições físicas, e um grupo de controle. Ambos os grupos foram submetidos a situações estressantes durante cinco semanas. Os resultados mostraram que os animais geneticamente modificados não apresentaram nenhum sintoma de depressão, enquanto o grupo de desenvolveu comportamentos depressivos.

Em qualquer idade
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, fazer ginástica regularmente é fundamental! Durante a terceira idade, os exercícios evitam os temidos problemas de raciocínio, memória e de compreensão – todos ligados às funções cognitivas do organismo – comuns nesta fase. “Não existe idade ideal para começar a se mexer, o que se sabe mesmo é que quanto antes começar melhor, pois depois que os problemas aparecerem pode ser tarde demais”, diz o personal trainer Alexandre Rodrigues.

Outro estudo realizado pelo Departamento de Neurociência da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, concluiu que os lóbulos temporais responsáveis pela memória e pela inteligência são beneficiados pelos exercícios físicos. A atividade física estimula a produção de novas células cerebrais, devido ao aumento do fluxo sanguíneo e o aumento da produção de hormônios que reduzem o estresse.

“O ideal é fazer, no mínimo, uma hora de treino, alternando musculação e os exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida”, afirma o profissional. Apesar de ser importante para a saúde, é preciso ter cuidado e procurar um profissional, antes de começar a se exercitar. “Cada pessoa tem características únicas e necessidades diferentes, por isso é fundamental um programa personalizado, que se adapte ao condicionamento físico atual e que ajude o aluno a progredir lentamente para que os resultados permaneçam”, conclui.

 

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