Bebê morreu em seu primeiro dia na creche. A mãe dele não aceitou e fez alerta a todos os pais com filhos recém-nascidos

Ficar longe pela primeira vez de seu bebê recém-nascido é, talvez, o pior sentimento para uma mãe de primeira viagem. Não poder protegê-lo o tempo todo dá pesadelos a qualquer mulher.
E Amber Scorah sentia-se exatamente assim quando sua licença-maternidade acabou. Ela pediu para a empresa que trabalhava para que pudesse ficar mais tempo com seu bebê, mas eles negaram dizendo que a outra saída seria a demissão.

 

Porém, após fazer algumas contas com seu marido, Amber percebeu que não teria como deixar o emprego, pois só ele não conseguiria sustentar a família, assim como só ela também não conseguiria, caso ele pedisse demissão.
Sua saída, então, foi deixá-lo em uma creche perto de seu trabalho que é recomendada por muitas mães. “Pareceu um lugar amoroso e seguro para meu filho. Tentava me sentir melhor com uma série de justificativas: ‘Ele é filho único, vai ser bom conviver com outras crianças’. ‘Ele vai gostar de brincar com outras crianças’. ‘Tem crianças que estão lá desde as 6 semanas de vida e estão bem’. Mas nada fazia com que me sentisse melhor”, disse ela.
Chegaram ao local às 09:30 e, naquele momento, a assistente da creche teve uma reação acolhedora e, de acordo com Amber, seu filho, Karl, logo gostou dela abrindo um grande sorriso. “Eu voltei para a creche às 12:15 para amamentar meu filho. Eu estava muito animada para vê-lo. Corri os dois quarteirões que separam a creche da empresa. Quando eu peguei à escada para chegar na creche, notei que a porta estava aberta. Achei estranho, pois havia uma série de bebês ali. Eu passei pela porta, esperando encontrar meu filho, ver seu rosto se iluminar com a chegada da mamãe”, conta a mãe
Naquela hora, ela viu Karl inconsciente deitado sobre o trocador. Seus lábios e a região ao redor de sua boca estavam azul e a dona da creche tentava reanimá-lo, da forma incorreta, segundo Amber. O pequeno faleceu duas horas e meia após sua mãe deixá-lo para trás.
“Às 11:50, a assistente da creche viu meu bebê chutando e chamou a atenção da dona da creche. A dona da creche disse que não era necessário ver qual era o problema. ‘Bebês chutam enquanto dormem, isso é normal’, ela disse. 22 minutos depois meu bebê morreu. Se a assistente da creche tivesse ido lá e visto meu filho, ele ainda estaria vivo? Eu não sei”, afirma.
Amber continua o depoimento dizendo que, se soubesse que deixar Karl na creche resultaria na morte dele, ela teria sacrificado tudo. “Teria desistido do meu trabalho. Eu cataria reciclados na rua com ele no meu colo se fosse necessário, faria qualquer coisa para que ele ficasse comigo. Mas, apesar de ser uma mãe ansiosa, nunca havia sequer passado pela minha cabeça a possibilidade de que meu filho morreria na creche. E não é para mesmo, morte súbita é algo muito raro entre bebês”, diz.
Segundo a moça, a sociedade atual não dá valor sobre como cuidar de bebês e crianças pequenas e uma licença-maternidade que dura mais, previne a mortalidade infantil e faz com que as crianças se tornem adultos mais saudáveis, além de ajudar as mulheres a permanecerem no mercado de trabalho.

 

“Se as mulheres e as famílias fossem valorizadas, as coisas seriam diferentes: as mães poderiam voltar ao trabalho após se recuperarem fisicamente e emocionalmente e o vínculo com os filhos não seria afetado. Existem uma série de países que fazem isso com sucesso. Nossos filhos merecem mais e nós pais temos que conseguir isso”.
Vale lembrar que Amber vive nos Estados Unidos e teve apenas três meses de licença-maternidade. Aqui no Brasil, a lei permite que a mãe fique de quatro a seis meses com seu bebê após o nascimento. O grande problema é a insensatez na creche e a falta de profissionalidade em lidar com algo que todos ali deveriam ter certa experiência.
Desta forma, fica o alerta para todos os cuidadores de creches e pais que deixam seus filhos lá. Sempre há uma maneira de evitar o pior.
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