Câncer de boca: entenda por que os casos vêm aumentando

Hábitos novos entre jovens e adultos elevam as chances do problema surgir.

O câncer de boca afeta os lábios e o interior da boca e acomete, a cada ano, no Brasil, uma média de 11 mil homens e mais de 4 mil mulheres, de acordo com os dados mais recentes do INCA.

Seus principais sintomas incluem:

  • Feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam em até duas semanas
  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas
  • Caroços
  • Inchaços
  • Dormência
  • Sangramentos sem causa conhecida e que não melhoram
  • Dificuldade para falar, mastigar e engolir
  • Emagrecimento
  • Dor e caroços no pescoço.

Quem tem mais chances de ter câncer de boca?

Cada vez mais vemos mais e mais pessoas apresentando esse tipo de câncer. Mas quais são os fatores que influenciam no desenvolvimento da doença? Segundo pesquisas, mais de 30% dos pacientes com câncer no lábio trabalham ao ar livre, com exposição prolongada ao sol.

A maioria dos pacientes com câncer de boca fuma cigarros, cachimbos, charutos ou mascam fumo. Quanto maior o número de cigarros consumidos, maior o risco de desenvolvimento da doença.

Outro vilão é o álcool – o câncer de boca é 6 vezes mais comum entre os consumidores de bebidas alcoólicas.

Nesse contexto, os homens são mais acometidos pela doença, provavelmente por consumirem mais álcool e fumarem mais. No entanto, há registros de crescimento do câncer de boca entre as mulheres, fenômeno que pode ser explicado pelo aumento do etilismo e tabagismo entre o público feminino nos últimos anos.

Essa incidência também tem crescido entre as pessoas mais jovens, não fumantes e não etilistas, devido a fatores genéticos, exposição à radiação ultravioleta e hábitos de vida não saudáveis. A Infecção por papilomavírus humano (HPV) é outro fator que também pode ter contribuído para o desenvolvimento de câncer de boca. Na garganta essa associação já está consolidada.

E agora, como evitar o problema?

A boa notícia é que muitos casos de câncer de boca podem ser diagnosticados precocemente, durante exames médicos ou dentários de rotina ou mesmo por autoexame. Se descobertos no início e tratados adequadamente, a maioria (mais de 80%) pode ser curada.

Geralmente, o tratamento emprega cirurgia e/ou radioterapia e, em alguns casos, também a quimioterapia. Tanto a cirurgia e a radioterapia podem ser usadas isoladamente e têm bons resultados nas lesões iniciais. A indicação depende do local do tumor e das alterações que o tratamento pode provocar. A cirurgia deve retirar toda a lesão e uma margem de tecido sadio ao redor dela, sempre confirmada na cirurgia por exame específico, chamado de “congelação”.

Como fazer o autoexame da boca

O autoexame da boca deve ser feito regularmente diante do espelho, verificando-se lábios, língua (principalmente as bordas), assoalho (região embaixo da língua), gengivas, bochechas, palato (céu da boca), observando se não há mudança de coloração, irritação sob dentaduras ou pontes móveis, feridas que não cicatrizam, dentes amolecidos, caroços ou endurecimento. Mesmo sem encontrar nenhuma alteração, a visita anual ao dentista não deve ser esquecida.

O câncer de lábio pode ser prevenido, evitando-se o fumo e a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu). Outra medida que ajuda a prevenir o problema é alimentar-se de frutas, verduras e legumes, bem como a prática regular de atividades físicas.

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