Celular transmite várias doenças: saiba o risco que cada eletrônico oferece

Médicos dão dicas de como usar com saúde os aparelhos que fazem parte da rotina

Sabia que o celular pode acumular sujeira? Ao falar no aparelho, os restos de células mortas migram do rosto para o aparelho e, com o tempo, as bactérias podem se proliferar, explica o infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Emprestar o celular para várias pessoas também contribui para o acúmulo de bactérias.

Isso pode aumentar a transmissão de doenças virais, como resfriado e gripe.

Além disso, uso do celular pode estar associado com um “possível” risco de câncer cerebral, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Um estudo divulgado em 2011 relatou que as ondas eletromagnéticas geradas por esse tipo de dispositivo podem originar os gliomas, um tipo maligno de câncer cerebral. A pesquisa detectou o aumento de 40% do risco da doença em usuários frequentes de celulares, ou seja, os que utilizam em média 30 minutos por dia em um período de 10 anos.

Como as pessoas usam o celular o tempo todo, uma sugestão do infectologista é fazer a higiene diária do aparelho com uma toalha seca.

Você tem o costume de ouvir música alta com fone de ouvido? Saiba que isso pode ser prejudicial à saúde. Segundo o fonoaudiólogo e supervisor da Telex Soluções Auditivas, Gladstone Leite, o volume muito alto do som agride e provoca a morte das células  do ouvido. 

Depois de escutar uma música muito alta, a pessoa fica com fadiga no ouvido, ou seja, ela começa a ouvir “zumbidos”. Em longo prazo, ela começa a perder a audição. Isso significa que, com o passar do tempo, ela passa a não escutar frases inteiras e os sons mais agudos.

Para não chegar a este estágio, o fonoaudiólogo recomenda o uso de fones de ouvido por apenas 30 minutos e com um volume que não ultrapasse os 85 decibéis. Além disso, ele alerta que a pessoa tome cuidado ao usar o fone em locais barulhentos, como ônibus ou metrô.

Em lugares com muito ruído, a pessoa deve usar fones de ouvido com protetores de borracha para abafar o barulho externo. Assim, ela terá uma melhor percepção da altura do volume do som que está escutando.

Outros objetos usados com frequência que podem prejudicar à saúde são os computadores, tablets e smartphones. Cuidado com eles, pois todos podem causar lesões nos dedos devido à digitação frenética, além de problemas de postura.

De acordo com o ortopedista Matheus Saito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCMFUSP (Hospital das Clínicas de São Paulo), o uso constante pode causar dores articulares e musculares, como por exemplo, entre a região do ombro e do pescoço.

Com o tempo, se a pessoa não tiver consciência sobre o seu corpo e um limite para usar esses aparelhos, ela poderá desenvolver problemas de artrite, tendinite e, até mesmo, hérnia de disco.

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Além dos problemas musculares, o excesso de luminosidade pode provocar uma contração das pupilas, deixando a vista cansada e embaçada. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, em São Paulo, o uso constante do aparelho também pode aumentar as chances de dores de cabeça, visão turva e baixa produtividade. 

Muitas vezes a pessoa também ‘esquece’ de piscar. Isso pode causar um ressecamento do globo ocular.

Para prevenir e evitar dores na coluna, articulações e o cansaço visual, o médico afirma que a pessoa deve fazer uma pausa de cinco minutos a cada hora, se alongar, não ficar muito tempo em uma mesma posição e manter uma distância de 60 cm do computador.

Uma dica para melhorar a postura, de acordo com o especialista, é manter a tela na altura da cabeça, encostar as costas na cadeira e apoiar os pés e cotovelos.

Fonte: noticias.r7.com

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