Ciência desmente crença popular: um raio pode SIM cair duas vezes no mesmo lugar

Só a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, costuma ser atingida por raios SEIS vezes ao ano.

O número parece impressionante se pensarmos no famoso ditado que diz: “um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar”, não é?

Mas, de acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (Inpe), não há nada que impeça o raio de cair mais de uma vez em qualquer lugar. Pelo contrário: existem alguns fatores que podem favorecer a incidência deles.

Por exemplo, quanto mais quente for o clima de uma área, mais favorável é será a formação de tempestades e de raios. É por isso que no Brasil, que fica na zona tropical do planeta, caem em torno de 50 milhões de raios por ano.

A região do país mais suscetível é aquela entre as cidades de Caori e Manaus, no Amazonas.

Mas como se formam os raios?

Raios são grandes descargas elétricas que fazem a conexão entre o solo e as nuvens de uma tempestade. Eles acontecem quando essas nuvens estão eletrizadas por causa de colisões de partículas de gelo que ocorrem dentro delas, e que liberam elétrons (uma das partículas que constitui um átomo – uma unidade da matéria).

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Os elétrons, por sua vez, se transformam em íons (átomos eletricamente carregados), que deixam as nuvens cheias de cargas elétricas. Quando o choque entre as partículas dentro das nuvens aumenta até certo ponto, elas são atraídas fortemente pelas cargas positivas (os opostos se atraem, lembra?) que existem no solo ou nas próprias nuvens (nesse caso, não são raios, são relâmpagos).

Daí a formação dos raios, como explicam os especialistas do Instituto de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Federal do Pará (UFPA). Sua intensidade pode ser comparada a mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico, por exemplo, e pode percorrer distâncias de até 5 mil quilômetros.

Mas, como sua duração é curta, a energia deles é baixa e equivale a mais ou menos o consumo mensal de eletricidade de uma casa pequena. Raramente alguém pode ser atingido e sofrer alguma consequência grave, como queimaduras, parada cardíaca e/ou respiratória. A média é de 1 para 1 milhão, sendo um pouco mais perigoso (1 em mil), se a pessoa estiver em uma área que tem mais tempestades fortes.

 

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