Corpaço de 25 anos aos 46: a dieta de Jennifer Lopez que seca 10 kg em 28 dias

Jennifer Lopez tem um dos corpos mais desejados do momento: aos 46 anos e com dois filhos, a cantora, naturalmente curvilínea, exibe formas perfeitas. Além de ser adepta da prática de exercícios físicos regulares, a nova escolha da atriz para manter o corpaço é a chamada “Dieta do Metabolismo Rápido”, que virou uma verdadeira febre no exterior. A promessa é secar até 10 kg em 28 dias e mandar embora o efeito sanfona, mudando o corpo para sempre

 

Idealizado pela nutricionista norte-americana Haylie Pomroy, o cardápio deve ser seguido à risca, sem “escapadas”. A ideia é aumentar o ritmo de queima calórica, potencializar o ganho de massa magra e trazer equilíbrio aos hormônios. Não há contagem de calorias e industrializados, laticínios e derivados, milho, soja, cereais com glúten, doces, batata-inglesa, sucos de fruta, café e refrigerante ficam de fora – depois do término na dieta, segundo disse a nutricionista à revista Boa Forma, eles podem ser reintroduzidos ao cardápio, lentamente e com moderação.

Aos 46 anos, Jennifer Lopez exibe um corpo invejável. A Dieta do Metabolismo é um dos truques da cantora

Como funciona a Dieta do Metabolismo Rápido?

O método é composto por três fases: somadas, elas duram sete dias. E esses sete dias devem ser repetidos por quatro vezes, até somar os 28 dias, que é a duração completa.

A dieta promete regular o metabolismo corporal para emagrecer

Para a nutricionista Thalita Pedroza, do Espaço CM Nutrição, as dietas restritivas tendem a dar certo por um curto período de tempo, e é interessante que a “Dieta do Metabolismo Rápido” incentive a adoção de hábitos saudáveis como um estilo de vida – até porque a tendência, depois do período de maior restrição, é voltar ao peso anterior. “A dieta mais eficaz é aquela em que o indivíduo aprende a se alimentar corretamente. Só que não dá para generalizar e dizer que um modelo serve para todos. É importante é fazer uma reeducação alimentar respeitando a individualidade bioquímica de cada um, estimulando a mudança no estilo de vida, sem radicalismos”, argumenta.

Mesmo assim, Thalita reconhece os méritos do método em questão. “O nome ‘Dieta do Metabolismo’ é justificável. Apesar de algumas fases de restrição, a variedade de alimentos é grande, as refeições de três em três horas são estimuladas e o consumo de alimentos termogênicos também”, explica.

Primeira fase – Dois dias

A ideia é relaxar as glândulas suprarrenais, reduzindo a secreção de cortisol, hormônio que pode ser determinante no aumento de gordura no corpo. Aqui, há uma dose maior de carboidratos, numa tentativa de “enganar” o organismo, fazendo-o crer que não será submetido a uma dieta muito restrita.

Thalita diz que o cortisol em excesso pode estar relacionado a altos níveis de estresse, levando a efeitos colaterais como o acúmulo de gordura na região abdominal. Ela explica que isso acontece porque o cortisol aumenta a produção de glicogênio hepático, que inibe a ação da insulina e aumenta o nível de açúcar no sangue.

O objetivo da primeira fase é diminuir a produção de cortisol para inibir o acúmulo de gordura

Além disso, a nutricionista frisa a importância de haver esse “relaxamento” do organismo para a dieta ser efetiva. “As restrições e autoimposições das pessoas que fazem dieta podem ter um efeito rebote, acarretando em compulsão alimentar, mudanças de humor ou mesmo problemas com a auto-estima”, exemplifica. Uma das formas de obter esse relaxamento é através da ingestão de carboidratos de boa qualidade. “Eles são determinantes para regular os níveis cerebrais de serotonina, neurotransmissor diretamente relacionado ao humor, à qualidade de sono e à vontade de comer doces”, esclarece ela.

Pode comer
Verduras e legumes (à vontade, menos batata-doce e cenoura, em porções moderadas); três ou quatro porções de frutas; proteína animal (porções controladas de carne vermelha magra e carne branca, além de clara de ovo); proteína vegetal (porções controladas); grãos e amidos integrais, sem glúten e sem açúcar.

Gorduras boas, como o abacate, estão vetadas nesta fase

Não pode comer
Nenhum tipo de gordura, mesmo as de boa qualidade.

Thalita explica que esse cardápio realmente ajuda a não sobrecarregar as glândulas suprarrenais. “Essa fase tem uma variedade ampla de grupos de alimentos, apesar de não haver fontes de gorduras. As glândulas suprarrenais são sobrecarregadas quando colocamos o organismo em restrição alimentar ou em jejum. Legumes, verduras e frutas, ricos em antioxidantes, ajudam a diminuir esse “estresse”, que é causado por alimentos como álcool, açúcar, industrializados, refrigerantes, cafeína e frituras”, esclarece.

Exercício físico
A recomendação é que, pelo menos em um dos dois dias, se faça uma atividade aeróbica.

Para Thalita, a dieta peca nesse tipo de orientação. “Uma nutrição defasada em alguns alimentos pode acarretar em fadiga precoce, enjoo ou desmaio. É fundamental que o plano alimentar seja montado por um nutricionista”, alerta a profissional.

Segunda fase – Dois dias

Não pode comer frutas, grãos ou leguminosas, mas as proteínas são quase que totalmente liberadas. O objetivo é eliminar aquelas gorduras que não somem de jeito nenhum. O índice glicêmico é baixo.

Segundo Thalita, cortar frutas, grãos e leguminosas pode ajudar a emagrecer, já que esses alimentos são ricos em carboidratos. “Mas não necessariamente é preciso cortar totalmente alimentos fonte de carboidratos por conta do índice glicêmico, que tem que ser baixo. Existem maneiras de diminuí-lo, como, por exemplo, acrescentando fontes de fibra, como farelo de aveia, chia e quinoa”. Além disso, ela não recomenda que esses alimentos fiquem de fora de qualquer plano alimentar durante muito tempo. “O consumo desses nutrientes deve ser regular, em quantidades individualizadas. A falta de carboidrato pode gerar fadiga, cansaço e depressão”, diz.

O consumo de proteínas é priorizado na segunda etapa da Dieta do Metabolismo Rápido

Pode comer
Verduras e legumes; limão siciliano e taiti à vontade; proteína animal em porções controladas: as mesmas opções da fase 1, com a opção de comer carne de porco light, carne-seca, tilápia, ostra, cordeiro, peru, salmão e sardinha.

Não pode comer
Proteína vegetal, amidos, grãos e gordura de nenhum tipo.

Exercício físico
Pelo menos um dia fazer uma atividade com peso.

Em relação aos exercícios, a nutricionista adverte que, dependendo da intensidade, a pessoa pode precisar de um maior aporte de carboidratos para ter energia – caso contrário, pode haver fadiga e queda do rendimento. “Na falta de carboidratos, o corpo passa a utilizar a proteína como fonte de energia. Isso pode causar perda de massa muscular. O equilíbrio entre alimentação, tempo de descanso e exercício físico é fundamental”.

Terceira fase – três dias

A prática de atividades relaxantes é a orientação nessa fase

O objetivo é usar as gorduras estocadas na fase anterior como fonte de energia. Os alimentos que têm gordura saudável voltam a ser permitidos, e o índice glicêmico dessa fase é médio.

Pode comer
Verduras e legumes variados; frutas; proteína animal (mesmas das fases 1 e 2, mais camarão, lula, ostra, lombo, lagosta,  e truta); proteína vegetal; grãos e amidos sem glúten; gorduras saudáveis (azeitona, oleaginosas, óleo de coco abacate, azeite extravirgem, sementes e tahine).

Exercício
A aposta é em exercícios que relaxem, como yoga, massagens, alongamentos, entre outros.

Para Thalita, a fase três pode ser considerada completa, porque tem uma grande variedade de alimentos saudáveis e hipoalergênicos, que contribuem para o bom funcionamento do organismo. “Entre eles, estão as frutas e legumes, proteínas de alto valor biológico, pães libres de glúten, fontes de ômega 3, entre outros, que possuem ação anti-inflamatória, agindo contra a obesidade”, ressalta a nutricionista.

Outras orientações da dieta

Café da manhã no máximo 30 minutos depois de acordar
“Como é a primeira refeição do dia, o café da manhã é de extrema importância para quebrar o jejum prolongado após a noite de sono. Ficar ainda mais tempo sem se alimentar pode gerar prejuízos à saúde”, esclarece Thalita. Ela explica que, se a pessoa demora muito para tomar o café da manhã, o organismo busca alternativas para fornecer glicose ao cérebro, passando a liberar grelina – hormônio que estimula o apetite e, consequentemente, ataques de gula. “Além disso, ao prolongar o jejum, o organismo tende a economizar energia: ou seja, desacelera o metabolismo e queima calorias mais lentamente”, complementa a nutricionista.

O café da manhã deve ser ingerido no máximo meia hora depois de despertar

Temperos
Em relação aos temperos que podem ser utilizados, a dieta libera, nas fases 1 e 2, limão, gengibre e pimenta, prometendo que esses ingredientes ajudem a desinflamar o organismo, facilitando a queima de gordura. Thalita diz que esses alimentos realmente auxiliam a queimar gordura com mais facilidade, mas faz um alerta. “Pessoas que sofrem de hipertensão ou de problemas cardíacos devem ter mais cautela, pois alguns desses alimentos fazem o coração trabalhar mais rápido. Quem tem disfunção na tireoide também deve ficar atento, por causa da influência sobre o metabolismo. E, é claro, sempre com orientação profissional”, diz a nutricionista.

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