Detenta dá à luz em solitária e diretora de presídio é afastada por “indignidade humana”

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No último dia 11 de outubro, uma detenta da Penitenciária Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, deu à luz enquanto se encontrava reclusa numa solitária, sozinha, apesar dos gritos de socorro de outras internas próximas à cela. Segundo testemunhas, a mulher saiu com o bebê no colo, preso ao cordão umbilical. O episódio afastou a diretora do presídio, Andreia Oliveira, sob acusação de “indignidade humana inaceitável”, conforme a nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ – RJ).

Reprodução

O ocorrido, que ganhou repercussão em todo Brasil apenas na última segunda-feira, 26 de outubro, gerou pedidos de esclarecimento da presidente Comissão de Segurança Pública e vice-presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada Martha Rocha.

Após ser atendida em um hospital próximo à penitenciária, a presa voltou ao isolamento enquanto a criança foi encaminhada um abrigo; apesar disso, a unidade prisional conta com um setor de maternidade onde as internas podem cuidar dos recém-nascidos por,  ao menos, seis meses.

Negligência?

De acordo com informações da Agência Brasil, denúncias das detentas revelam que esta não é a primeira ocorrência de partos dentro das celas. As internas culpam a demora no serviço de escolta, que levam às gestantes ao hospital, refletindo a precariedade do atendimento à população carcerária em todo o país.

 Crise de abstinência 

Em nota, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que a detenta estava em crise de abstinência, sem consciência de que estava em trabalho de parto”.

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