Dez mulheres guitarristas que você precisa conhecer

É inegável que o cenário artístico, especialmente musical, sempre foi machista. As mulheres que repercutem na música quase sempre precisaram trabalhar no apelo visual – caso contrário, não chegariam ao estrelato.

 

Mas algumas mulheres fizeram história no âmbito machista da música. Essa lista apresenta dez guitarristas do sexo feminino que você precisa conhecer. Não apenas o trabalho delas, mas também a história.

Joan Jett: Sem dúvidas um dos nomes mais importantes do rock. Joan, que completou 56 anos no último dia 21 de setembro, foi guitarrista das Runaways e se notabilizou bastante por sua carreira solo e também por princípios feministas. Considerada por muitos a “rainha do rock n roll”, a cantora e guitarrista lançou vários singles de sucesso e mostrou que as mulheres também podem fazer rock de atitude.

Nancy Wilson (Heart): Ao lado da irmã e vocalista Ann Wilson, a guitarrista Nancy Wilson lidera o Heart há mais de 40 anos. Nancy apareceu em um cenário roqueiro completamente machista, que foi quebrado ao lado das Runaways na década de 1970. A guitarrista é uma das mais técnicas e habilidosas dessa lista.

Lita Ford: Guitarrista das Runaways ao lado de Joan Jett, Lita Ford também comandou uma carreira solo que explodiu nos anos 1980, com um hard rock condizente à época. Gravou até parceria com Ozzy Osbourne, na música “Close My Eyes Forever”. Ford é do tipo que tem pegada nas seis cordas e consegue tocar várias notas por segundo.

Sister Rosetta Tharpe: Provavelmente uma das primeiras guitarristas mulheres que apareceram na música contemporânea. Ícone do gospel estadunidense, Sister Rosetta Tharpe já excursionava com uma banda evangélica aos seis anos de idade, em 1919. Com o tempo, desenvolveu sua técnica, gravou discos solo e se apresentou ao vivo de 1938 até 1970, três anos antes de sua morte, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral).

Jennifer Batten: Entre 1987 e 1997, Michael Jackson não era o único destaque em seus próprios shows. A guitarrista Jennifer Batten, uma bela loira e habilidosa musicista, o acompanhou por dez anos em suas turnês mundiais. Além disso, ela tem três discos solo lançados, em que aposta no jazz fusion como estilo.

Mary Ford: A esposa do criador de guitarras Les Paul também mandava ver nas seis cordas, em uma época que mulheres praticamente só podiam ficar dentro de casa. Mary Ford se apresentou ao lado do marido por quase 30 anos, entre 1939 e 1966. Depois, eles se divorciaram e ela embarcou para uma carreira solo. Ela morreu aos 53 anos, vítima de complicações de diabetes, em 1977. Enquanto viveu, vendeu cerca de 10 milhões de discos.

Bonnie Raitt: Uma das minhas preferidas da lista. É normal que um homem que toque blues seja chamado de “bluesman”. Mas é incomum encontrar uma “blueswoman”. Bonnie Raitt, que está na ativa desde a década de 1970, faz jus ao título. Bonnie Raitt domina a guitarra e consegue fazer solos repletos de emoção em suas composições.

Donita Sparks e Suzi Gardner (L7): O L7 é como uma continuação do que as Runaways fizeram na década de 1970. A banda grunge, que explodiu nos anos 1990, era composta apenas de mulheres. Comandado pelas vocalistas e guitarristas Donita Sparks e Suzi Gardner, o L7 mostrava o poder das mulheres também na música pesada.

Orianthi: A caçula da lista. Nascida em 1985, Orianthi faz o tipo “habilidosa”: tem muita técnica na guitarra. Aos 15 anos, se apresentou ao lado de Steve Vai. Ela fez parte da banda de Michael Jackson que embarcaria para a turnê “This Is It”, que infelizmente não aconteceu porque o cantor faleceu antes do início. Orianthi aparece no documentário de mesmo nome sobre os ensaios da tour. Ela também fez parte da banda de apoio de Alice Cooper e hoje toca com Richie Sambora. Tem três discos solo lançados.

Jan Kuehnemund (Vixen): A eterna guitarrista do Vixen, grupo formado só por mulheres, foi um dos grandes nomes do hard rock oitentista, cenário altamente machista – não só por ter sido dominado por homens, mas também pelos lemas sexistas bradados pelos mesmos. Com muito talento, Jan tornou-se referência para as mulheres que também queriam pegar algum instrumento e simplesmente tocar rock. Ela faleceu aos 51 anos de idade, em 2013, vítima de um câncer.

 

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