É possível ficar grávida quando se já está grávida?

Cada vez mais as mulheres estão preferindo adiar o desejo de ter filhos. Sabemos que, quanto mais velha a mulher mais difícil fica para engravidar, por exemplo, muitas mulheres com mais de 30 anos ainda não tiverem o interesse em engravidar, mas pensam sobre o assunto em futuro próximo e, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) esse número tem sido crescente nas últimas décadas.

Porém, apesar das chances de se gerar um filho a partir dos 30 seja menor, ainda são reais. De acordo com o médico especialista em reprodução humana, Rodrigo da Rosa Filho, da Clínica Mater Prime: “Dos 26 aos 30 anos, a mulher tem cerca de 18% por mês de tentativa. Dos 31 aos 35 cai para 15%.”

Segundo o especialista, nos casos de mulheres de até 30 anos, 85% conseguem engravidar no primeiro ano de tentativa, enquanto após os 30 o percentual é de 80%. Já para as mulheres mais velhas, entre 36 e 40 anos, esses números caem para 9% ao mês, sendo 50% delas a engravidarem no primeiro ano.

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Enquanto dos 41 aos 42 é de 4% aos mês, sendo 20% delas a engravidarem no primeiro ano, e dos 43 aos 45 a chance é de apenas 0,2% ao mês, num total de 1% delas conseguindo engravidar no primeiro ano. O médico ainda recomenda que as tentativas para engravidar, sem acompanhamento médico, ocorram no período máximo de um ano, após esse período é preciso procurar um especialista para que as causas da infertilidade sejam descobertas.

“Mulheres acima de 35 anos devem solicitar auxílio após seis meses de tentativas, porque a fertilidade cai e não há mais tempo a perder.” Em compensação, se existem mulheres com dificuldades de engravidar, existem aquelas que possuem Superfetação.

E, do que se trata esse fenômeno? É basicamente assim: uma mulher está grávida, e enquanto isso um segundo óvulo é fecundado, dando vida a um novo bebê. Acontece, por exemplo, quando os gêmeos são concebidos com dias ou semanas de intervalo, sendo duas ovulações diferentes.

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Também podendo ser do mesmo ou de pais diferentes. Resultando na fertilização do segundo, após o primeiro já ter sido implementado. O processo superfetal geralmente acontece em animais como ovelhas, cavalos e roedores. Porém, apesar de não ser comum, também pode acontecer com humanos. A pergunta que fica é: como isso pode acontecer?

Na verdade, acontece por conta de um erro no processo chamado “bloqueio de reprodução”, que normalmente ocorre após a concepção. Quando a mulher fica grávida o organismo envia uma mensagem que faz com que os ovários sejam bloqueados, para que não amadureçam durante a gravidez. Razão, pela qual, a menstruação é suspensa na maioria das gestações.

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Quando acontece esse “erro” no bloqueio de reprodução, é possível que ocorra a liberação de um novo óvulo, que pode ser fertilizado. A parte difícil é quando o embrião tenta alcançar e permanecer no útero, embora já exista outro lá.

Mas, se o segundo embrião consegue alcançar e permanecer no útero, como ocorre o processo de gravidez e parto? Essa parte é “simples”, ocorre como a gestação de gêmeos tradicionais. Enquanto o parto, é comum que seja cesárea e planejado pelo ginecologista, principalmente sendo baseado na idade e nível de amadurecimento do gêmeo mais novo, para que não nasça prematuro.

Este é um site de noticias, curiosidades e tratamentos, ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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