Entenda a relação entre dor de garganta e doenças do coração

Dor de garganta: quem nunca teve? Mas por que ela surge? Será que a mudança de temperatura ajuda? O Bem Estar desta terça-feira (10) falou sobre mitos e verdades a respeito da dor de garganta. Convidamos o consultor e cardiologista Roberto Kalil e o otorrinolaringologista Marcelo Hueb para falar sobre o tema.

A dor de garganta está relacionada a distúrbios na parede da faringe, laringe ou amígdalas. Além do desconforto, a pessoa também pode ter dificuldade para engolir, febre e excesso de salivação. Dores de garganta causadas por vírus são tratadas com analgésicos, antitérmicos e pastilha. Já as bacterianas são mais perigosas. Elas são tratadas com antibiótico.

Quem nunca ouviu da avó que tomar gelado pode fazer mal para a garganta? Os especialistas explicam que o gelado não dá dor de garganta, mas pode piorar. Quando a pessoa está com infecção é melhor evitar o gelado.

Alimentos ácidos também não dão dor de garganta. E amígdala grande não é indicação de cirurgia. O ideal é consultar um especialista para ver se é necessária a operação.

Febre reumática

Os pais devem curar bem a dor de garganta dos filhos para que não vire uma febre reumática. Vale lembrar que nem toda dor de garganta evolui para a febre reumática. Apenas pessoas predispostas que tiverem contato com a bactéria específica tem chance de ter a reação autoimune.

A febre reumática é uma resposta autoimune do corpo contra infecções das amígdalas pelo streptococcus. Os principais sintomas são sentidos nas articulações, coração e no sistema nervoso central.

Quando a febre reumática não é identificada logo na primeira crise, o mais comum é descobrir a doença só depois que o coração já está comprometido. Neste caso, um exame simples, de consultório, pode dar pista de que tem algo errado.

A Universidade Federal de Minas Gerais pesquisa as consequências no sistema cardíaco provocadas pela febre reumática. É importante manter a higiene e cuidar bem da dor de garganta. “Se identificar precocemente, a gente pode intervir, fornecer um tratamento, acompanhamento adequado e evitar as complicações da doença da cardiopatia reumática”, explicar a cardiologista Adriana Costa Diamantino.

Autor: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com

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