Esta refugiada sobrevive com dinheiro da venda de salgados. Mas um erro em uma encomenda a deixa desesperada no meio de uma confusão.

Em 2012, o grupo terrorista Boko Haram sequestrou o marido e o filho mais velho de Latifah Hassan. Sem notícias dos dois desde então, ela decidiu deixar a Nigéria e tentar começar uma vida nova no Brasil. A filha Thekyat, hoje com cinco anos, é sua única companhia.

As duas vivem temporariamente em uma igreja que abriga refugiados em Botafogo, zona sul do Rio. Foi lá que ela recebeu a oportunidade de revender salgados feitos por imigrantes árabes.

Recentemente, Latifh recebeu uma mensagem de Fabiana Mansur em seu celular com um pedido generoso da cliente que organizava sua festa de aniversário: 180 caixas contendo oito esfihas cada. Esta era a maior encomenda já recebida por Latifah, o que a deixou muito animada. O dinheiro que ela ganharia seria uma preciosa ajuda para a nigeriana.

Porém, no dia da entrega, tudo correu de forma imprevista. Fabiana não queria 180 caixas, mas sim 180 unidades do salgado árabe. Este mal-entendido bobo, provocado pela natural dificuldade de comunicação no novo idioma, significaria um prejuízo irrecuperável para Latifah.

Profundamente triste por não poder cobrir todas as despesas, Fabiana Mansur usou as redes sociais pedir ajuda para resolver a situação.

E deu certo! A postagem causou reação imediata e foi compartilhada muitas vezes. Foi assim que o Largo do Machado foi tomado por pessoas que juntaram a empatia com a vontade de comer umas saborosas esfihas. A montanha de caixas se esgotou ainda no sábado!

Hoje, Latifah está grata à Fabiana pois o episódio trouxe um impacto muito positivo em suas finanças: as vendas subiram de cerca de 25 caixas diárias para 40! Além disso, ela planeja um dia vender comidas típicas da Nigéria.

Um desfecho excelente para uma história que poderia ter corrido mal. Força, Latifah!

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