Ginasta Lais, que ficou tetraplégica, posta vídeo mexendo braço: como isso foi possível?

A ginasta Lais Souza ficou conhecida ao participar das Olimpíadas de 2004 e 2008. No ano de 2014, ela passou a treinar esqui aéreo e chegou a se classificar para as Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia. Mas, pouco antes dos Jogos, ela se acidentou em um treino e ficou tetraplégica. Recentemente ela postou um vídeo de sua recuperação, em que aparece mexendo o braço, e encantou seus seguidores. Como ela conseguiu isso? Conversamos com a fisioterapeuta dela para descobrir.

Tratamento para tetraplegia

Recuperação dos braços e tronco

De acordo com a fisioterapeuta Natalia Padula, responsável pelo treino de Lais no Centro de Reabilitação Acreditando, o objetivo principal do programa de treinamento da ginasta é trabalhar potenciais que ela já tenha.

“No caso da Lais, focamos nos membros superiores porque ela mostra um esboço de resposta”, explica Natalia. Para trabalhar todas essas potencialidades, são feitos exercícios de controle de tronco e de postura, pontos dos quais, segundo a fisioterapeuta, a atleta tem boa percepção.

Treino de marcha

O tratamento de Lais também contempla treino de marcha na esteira com suspensão de peso, como mostrado no vídeo abaixo:

Recuperação das pernas

Natalia explica que Lais também faz exercícios para as pernas e mostra uma melhora maior na parte da sensibilidade, mas também tem algumas contrações musculares involuntárias.

Movimentos voltam após lesão medular: é comum isso acontecer?

Natalia explica que Lais Souza teve uma lesão cervical alta e sua paralisia é uma tetraplegia, o que significa que sua medula – uma espécie de “canal” que leva os comandos do Sistema Nervoso Central para o corpo através dos nervos – foi cortada logo no início.

Quando ocorre uma lesão medular cervical alta completa, todos os movimentos voluntários do pescoço para baixo são perdidos. No entanto, em outros tipos de lesão, é possível recuperar alguns movimentos correspondentes a segmentos medulares que ficam abaixo do nível da lesão.

A fisioterapeuta Natália explica que essa recuperação varia muito individualmente e não é possível prever até onde o paciente evoluirá, por isso, apesar dos bons avanços na reabilitação de Lais, é impossível saber como ela progredirá. Nós estamos na torcida.

Assista ao vídeo de Lais Souza mexendo o braço

Vimos em: BolsadeMulher

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