Gingko biloba melhora memória, mas pode aumentar risco de ter duas doenças

Com as propriedades de manter a memória em dia e a circulação ativa, as folhas da árvore gingko biloba ganharam fama entre os anos 80 e 90, quando passaram a ser comercializadas como fitoterápicos em cápsulas. Mas estudos recentes têm demonstrado que ela não é só benefícios. Entenda a seguir.

Riscos de consumir gingko biloba

Remédios fitoterápicos tendem a ser considerados alternativas saudáveis e livres de efeitos colaterais. Essa suposição, no entanto, não é correta. No caso da gingko biloba – que é comumente vendida em cápsulas e não requer prescrição médica para ser comercializada – , a ciência já mostrou que podem existir alguns riscos decorrentes do seu consumo.

AVC

Um estudo científico publicado na revista Neurology, analisou os efeitos da planta em 118 pessoas durante um período de quase quatro anos. Além de encontrar certo efeito protetor da planta sobre a memória, os pesquisadores notaram que o número de derrames foi maior no grupo que consumiu a planta, em comparação com o grupo placebo.

Uma das propriedades da gingko biloba é “afinar” o sangue, o que pode predispor sangramentos.

Os autores do estudo, no entanto, chamam atenção para a necessidade de mais pesquisas para comprovar essa relação, uma vez que a amostra estudada foi pequena e avaliar a relação entre a planta e o AVC não foi o principal objetivo dos pesquisadores.

Demência

Outro estudo, esse realizado pela Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, no ano de 2008 e publicado no Journal of American Medical Association (JAMA), analisou a prevenção de demência em mais de 3.000 pessoas que consumiam ou não gingko biloba.

Um dos resultados estatisticamente significativos encontrados foi a maior incidência da doença em pessoas que tinham problemas cardíacos e consumiam gingko biloba.

Devo tomar gingko biloba?

Apesar de indicarem possíveis riscos, esses achados ainda são preliminares e não contraindicam totalmente o consumo do fitoterápico. Como é recomendado para qualquer medicamento, o ideal é consultar um médico para que, em conjunto, seja decidido o que é melhor para o paciente.

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