Grávida faz texto em apoio a descriminalização do aborto e gera debate nas redes sociais

Se tem um assunto que nunca saí de pauta esse é o aborto.  Na época, Gaabriela Moura estava gravida pela segunda vez e escreveu um texto em seu facebook em apoio as mulheres que decidiram por alguma razão pelo aborto. Seu post já tem mais de 45 mil curtidas e 10 mil compartilhamentos.

Gabriella foi tanto aplaudida pelo seu texto, quanto também criticada e atacada em sua página pessoal.

No texto, ela diz: “Eu sou totalmente favorável à descriminalização do aborto, ao respeito às mulheres e suas escolhas e seus corpos. Sou inteiramente solidária às minhas irmãs que são massacradas, estupradas, culpabilizadas por suas gestações, culpabilizadas pela interrupção destas gestações, caso tenham esses filhos, sofram violência obstétrica, sejam culpabilizadas por péssimas condições físicas e emocionais, rechaçadas no trabalho, crucificadas nos meios conservadores e, muitas vezes, sobretudo se forem negras e pobres, mortas sangrando na mão de um sistema cruel, ao coro de comemorações, em um Estado que tem por dever ser LAICO, ou seja, não deve embasar suas políticas públicas em aspectos religiosos.”

Além disso ela deixa alguns link’s com o intuito de informar para quem se interessar pela assunto e quiser ler mais a respeito, As reportagens sugeridas são: “Restrições não reduzem taxa de aborto, diz estudo“, da BBC Brasil, “A questão do aborto“, do médico Drauzio Varella, entre outros.

Procurada por nós atualmente Gaabriela diz : “Eu detesto falar de coisas ruins. Odeio mesmo. Mas não tem como ignorar, então eu falo. Gosto mesmo de falar de flores, rir de piadas, hahaha 
Mas a gente precisa falar sobre essas questões e então eu falo. Mesmo sendo doloroso pra mim enquanto tiver mulher pobre morrendo sangrando por causa de aborto clandestino em situações sanguinolentas, vou falar sobre isso.  A descriminalização do aborto daria suporte e acolhimento, de não cair no vórtex do desespero, sozinha. Por isso, depois da legalização número de abortos reduziu, no Uruguai porque o acompanhamento psicológico da conta de não deixar a mulher agir no desespero. A pegá-la pela mão, conversa e ajudar a refletir. Qual é seu verdadeiro desejo, sem cobranças, sem culpa”.

Deixo aqui a postagem original:

Eu passei pela experiência de engravidar duas vezes. A primeira não foi planejada, a segunda, sim. Ambas foram muitíssimo desejadas e apoiadas, parceiro, familiar, financeiro, todas as nossas questões nos satisfaziam, estávamos (e estamos, afinal, estou gestando ainda) muitíssimo felizes, empenhados e preparados física e, sobretudo, emocionalmente.
As minhas gestações são as minhas gestações, jamais poderia embasar decisões de mulheres, essas que suas histórias não conheço, essas que seus desejos não conheço, essas que suas dores e delícias não conheço, por minhas experiências felizes na gestação e maternidade.
Estou ao lado dos direitos reprodutivos das mulheres. Eu sou TOTALMENTE favorável à descriminalização do aborto, ao respeito às mulheres e suas escolhas e seus corpos. Sou inteiramente solidária às minhas irmãs que são massacradas, estupradas, culpabilizadas por suas gestações, culpabilizadas pela interrupção destas gestações, caso tenham esses filhos, sofram violência obstétrica, sejam culpabilizadas por péssimas condições físicas e emocionais, rechaçadas no trabalho, crucificadas nos meios conservadores e, muitas vezes, sobretudo se forem negras e pobres, mortas sangrando na mão de um sistema cruel, ao coro de comemorações, em um Estado que tem por dever ser LAICO, ou seja, não deve embasar suas políticas públicas em aspectos religiosos.
Mulheres casadas abortam, cristãs abortam, prostitutas abortam, mulheres de mais de 40 anos, mulheres de menos idade abortam e eu jamais vou usar a minha gestação contra elas.
Solidariedade às minhas irmãs mulheres.

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