O governador Geraldo Alckmin durante anúncio de Programa de Rastreamento de Câncer de Mama - "Programa Mulheres de Peito". Data: 05/02/2014. Local: São Paulo/SP. Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA

Idade para fazer mamografia: afinal, quando o exame deve ser realizado?

Quando fazer mamografia? A dúvida é mais comum do que se imagina, afinal, a recomendação varia muito entre as diferentes instituições de saúde e até de médico para médico. Mas existe um porquê para tamanha variação. Entenda a polêmica a seguir.

Mamografia: com quantos anos se deve fazer?

O que dizem as instituições de saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a mamografia seja feita prioritariamente por mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos. Entre as justificativas para essa determinação, estão os fatos de que há baixa incidência do câncer de mama entre as mulheres com idade entre 40 e 49 anos e de que não existe comprovação de que os riscos são maiores que os benefícios. Os riscos estão relacionados às chances de um diagnóstico falso-positivo.

Nem toda lesão na mama é cancerosa.

O Instituto Nacional do Câncer recomenda o mesmo que a OMS e a Sociedade Brasileira de Mastologia orienta que o exame seja realizado todos os anos a partir dos 40 anos.

O que é o resultado falso-positivo?

O exame de mamografia revela lesões que podem ser tanto benignas quanto malignas. Nem sempre é possível saber de que tipo é a anormalidade encontrada, por isso, a mulher acaba sendo submetida a exames mais invasivos.  De acordo com o Colégio Brasileiro de Radiologia, um em cada vinte resultados de mamografia é um caso de falso-positivo.

Um dos argumentos das instituições que defendem que a mamografia seja feita mais tarde é que os riscos são maiores que os benefícios, ou seja, as chances das mulheres serem submetidas a uma biópsia desnecessária são maiores que as chances de que ela, de fato, tenha um câncer de mama. Vale também lembrar que a realização desses procedimentos tem um custo para a saúde pública.

Para a mastologista Maira Caleffi, presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), apesar de a faixa etária que vai dos 50 aos 69 anos concentrar maior incidência de câncer de mama, os números da doença nas mulheres com idade inferior também merecem atenção. “Segundo estudo da Universidade Federal de Goiás, 22% dos casos da doença no Brasil ocorrem em mulheres entre 40 e 49 anos e a literatura médica apresenta referências de casos surgindo cada vez mais cedo”, explica.

Não há consenso quanto à idade em que a mamografia deve começar a ser feita.

A mastologista conta ainda que, a partir dos 40 anos, a mamografia é o exame mais eficiente para detectar tumores na mama em estágio inicial, que ainda não podem ser percebidos pelo toque. “Quando o tumor é descoberto na palpação, ele já tem cerca de 2 cm e pode representar uma doença avançada”, explica.

Biópsia da mama: como é feita

A médica radiologista Vivian Schivartche, especialista em Diagnóstico de Câncer de Mama do CDB reforça que não há motivos para ter medo da mamografia. “Quando há suspeita de câncer de mama, geralmente a paciente é submetida à mamotomia, que é uma biópsia a vácuo por agulha”, explica.

Trata-se da remoção de uma amostra do tecido para que seja realizado um exame histológico, a fim de apontar se as alterações celulares são benignas ou malignas. A mamotomia realiza biópsia de nódulos de até 1,5cm ou calcificações muito pequenas agrupadas nas mamas.

O procedimento, que é guiado por mamografia, ultrassom ou por ressonância magnética, é realizado em clínica ou ambulatório, dispensa internação e é feito com uso de anestesia local. A cirurgia praticamente não deixa nenhuma cicatriz na paciente, retirando bastante material da lesão.

Segundo a médica, somente dois em cada dez nódulos encontrados e submetidos à biópsia estão de fato relacionados ao câncer de mama.

ótima dica né?

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