Índio pataxó, Zig se formou em medicina para cuidar da tribo dele

Esse da foto é o futuro médico Zig Oliveira. Ele foi aprovado na Universidade Federal de Minas Gerais em 2010. Na semana passada, em sua colação de grau, fez questão de misturar adornos da etnia pataxó, a qual pertence, à beca de formando.

“Nós sempre nos vestimos mais enfeitados quando temos alguma comemoração — batizados, casamentos —, festas de agradecimento”

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Nascido em Cumuruxatiba, no sul da Bahia, Zig optou por estudar medicina para praticar a profissão em sua tribo. “O que foi fundamental em minha escolha foi a necessidade”, ele diz.

“Há uma alternância grande de médicos em nossa região, o que dificulta a implementação de um trabalho continuado.”

Índio pataxó, Zig se formou em medicina para cuidar da tribo dele

A conquista de Zig foi curtida 11 mil vezes no Facebook — e as pessoas ficaram muito felizes por ele.

Zig foi aprovado na UFMG por meio de um programa destinado a indígenas instituído pela universidade em 2009 — e tornado permanente neste ano.

De acordo com a instituição, desde então 46 indígenas foram admitidos nos cursos de enfermagem, medicina, ciências biológicas, ciências sociais, agronomia e odontologia.

Além de Zig, outra estudante colou grau em medicina neste ano. Amaynara Silva Souza também é da etnia pataxó, mas sua tribo é de outro município — Carmésia, no Vale do Rio Doce (MG).

Adaptar-se à vida em Belo Horizonte foi um dos desafios que Zig enfrentou. “Meus familiares ficaram tristes pela distância, receosos pela cidade grande, mas alegres pela oportunidade que se abria e a grande conquista que isso significava para a comunidade.”

Mas o futuro médico ainda não vai voltar para a Bahia. “Agora, pretendo tentar residência médica em medicina de família e comunidade”, conta Zig.

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