Inglesa internada no Rio com malária relata cotidiano terrível: doença é um risco aqui?

Enquanto o maior medo era o vírus Zika, a apresentadora inglesa Charlie Webster veio ao Brasil e contraiu malária. Internada em um hospital no Rio de Janeiro, ela relatou seu estado de saúde e chegou a ficar em coma, recobrando a consciência só recentemente. Além de triste, o caso chama atenção para a questão da malária no Brasil. Você sabia que a doença era um risco por aqui?

Malária no Rio: o que aconteceu com inglesa?

A jornalista Charlie Webster, 33, embaixadora da delegação da Grã-Bretanha nas Olimpíadas, percorreu um longo caminho até chegar ao Rio de Janeiro. Participante do Ride to Rio – um evento beneficente de ciclismo que começou em Londres e terminou no Brasil – ela passou 6 semanas pedalando e passou por diversas localidades.

O roteiro da viagem incluiu Espanha, Portugal, França e Brasil. Por aqui ela passou por Pernambuco, Sergipe, Bahia e Espiríto Santo até chegar ao Rio. Ainda não se sabe em que local do percurso ela contraiu a doença.

Em suas redes sociais, ela fez posts alegres de seu trajeto:

“Dia 24 finalizado – e meu primeiro dia no Brasil. 95 http://milhas…vi tanta beleza, tantos sorrisos contagiantes, apesar da absoluta pobreza”.

And what a way to finish the day with a dip in the sea ? #RidetoRio #Brazil

A photo posted by Charlie Webster (@charliewebster) on

“Ótima maneira de terminar o dia: com um mergulho no mar”.

#RidetoRio ?

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“Essa fofura nos saudou depois de um dia difícil”

Mas depois de chegar ao Rio de Janeiro e assistir à abertura dos Jogos Olímpicos, Charlie começou a se sentir mal e foi levada ao hospital.

I'm getting there…awful few days with serious infection.

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“Estou chegando láhttp://…dias horríveis com uma infecção muito séria”.

6 dias na estrada e acabo assim. Desidratação severa e infecção – 2 soros e antibióticos! Esse não é o melhor dia”

Mas o que parecia ser uma infecção por bactérias, era, na verdade, malária. O quadro grave fez com que a apresentadora fosse colocada em coma induzido, necessitando respirar por aparelhos. A assessoria de Charlie passou então a dar notícias sobre sua saúde:

A message about Charlie.

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“Charlie falou com vocês durante todo o evento e sabemos que seu silêncio está causando preocupação. No sábado, 6 de agosto, Charlie se sentiu mal e foi internada em um hospital no Rio de Janeiro. O que inicialmente parecia uma desidratação, causada pelo ciclismo até o Rio, foi diagnosticado como complicações de uma infecção bacteriana. Charlie está sendo muito bem cuidada e nós atualizaremos vocês assim que possível”.

Muito obrigada por todo amor e apoio que demonstraram pela Charlie. Nós mal podemos esperar para que ela consiga lê-los.”

No dia 18 de agosto, Charlie foi retirada do coma, e, de acordo com informações do site britânico Sky News, ela continua internada tratando o quadro de malária. A mãe da apresentadora disse, em entrevista ao veículo, que a filha sabe que quase morreu, mas que está forte.

Risco de malária no Brasil: há mesmo?

Ainda de acordo com o site, Charlie e seu time foram informados, antes de iniciar a viagem, que não passariam por nenhuma região com risco de contrair malária e, por isso, não havia necessidade de tomar vacinas. Não se sabe ao certo onde ela contraiu a doença.

Aqui no Brasil, as áreas endêmcias de malária concentram-se na região amazônica, incluindo estados como Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. No entanto, segundo o mapa de risco de infecção por malária de 2014 do Ministério da Saúde, há risco, apesar de baixo, de infecção no Rio de Janeiro e no Espírtio Santo. No mesmo ano, foram registrados 143 mil casos no país.

A malária é uma doença infecciosa que pode ser causada por cinco parasitas diferentes da família dos Plasmodium. A transmissão é feita pela picada de mosquitos Anopheles e os sintomas incluem febre, dor de cabeça, tremores e vômitos. A doença pode ser tratada e curada, mas, dependendo de sua gravidade, pode levar à morte.

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