Jogos, trabalhos manuais e outras atividades podem proteger cérebro do envelhecimento

Mesmo depois dos 70 anos, atividades simples que incluem navegar na internet, jogar baralho e socializar podem proteger contra o declínio mental, diz um novo estudo.

Os benefícios foram maiores em usuários de computador e naqueles que não tinham uma variação genética ligada ao Alzheimer.

Mas, mesmo entre idosos com essa característica, o declínio mental que por vezes precede a demência foi menos frequente nos que se engajaram em atividades estimulantes da mente.

Os resultados não dizem respeito a jogos de computador caros que são desenvolvidos especificamente para manter o cérebro afiado.

Os benefícios estudados dizem respeito a atividades a que muitos idosos têm acesso.

“Eles não têm que gastar todas as economias” em apetrechos sofisticados, diz o médico Yonas Geda, um dos autores do estudo e neurologista da unidade da Mayo Clinic em Scottsdale, Arizona, nos Estados Unidos.

O estudo foi publicado nesta segunda-feira (30) na revista especializada “JAMA Neurology”.

Os pesquisadores observaram que a ligação estatística encontrada não é suficiente para provar definitivamente que as atividades foram responsáveis pelo menor risco de declínio cerebral.

Ainda assim, os resultados apontam para o fato de que “estar ocupado mentalmente é bom para a saúde do cérebro”, segundo Heather Snyder, da Associação de Alzheimer.

O estudo observou cinco tipos de atividades: uso de computador, atividades manuais, jogar jogos como xadrez ou baralho, ir ao cinema ou outros tipos de socialização e ler livros.

A ideia era ver se essas atividades poderiam ajudar a prevenir o declínio cognitivo leve.

Essa condição envolve problemas de memória, pensamento e atenção que não interferem muito na vida diária, mas aumenta os riscos de desenvolver Alzheimer e outros tipos de demência.

Quase 2 mil indivíduos com idade entre 70 e 93 anos e sem nenhum problema de memória participaram.

Eles foram questionados sobre se praticavam alguma dessas cinco atividades durante o ano anterior e, em caso positivo, em qual frequência.

Em seguida, foram testados para a condição em exames mentais a cada 15 meses por cerca de quatro anos. Durante esse período, 456 participantes tiveram comprometimento mental leve.

Uma análise descobriu um efeito protetor de cada atividade, exceto por ler livros.

Participantes que praticaram qualquer outra das quatro atividades pelo menos uma vez por semana tiveram de 20% a 30% menos risco de desenvolver comprometimento mental durante esses quatro anos do que os que não realizaram as atividades.

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