Leia carta de despedida de homem que optou por suicídio assistido

Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), há 10 anos, o britânico David Nigel Casson decidiu tomar uma decisão bem polêmica. Aos 62 anos ele decidiu pelo suicídio assistido, após passar mais de uma década sentindo os avanços da doença degenerativa, que acabou o deixando desabilitado.

Morador de North Yorkshire, na Inglaterra, o homem viajou com a esposa, Julie, e os três filhos até a clínica suíça Dignitas, especializada em suicídio assistido.

E a família, atendeu seu pedido e publicou sua mensagem de despedida em seu Facebook.

Veja a carta:

“Me alegra anunciar que eu encontrei a única cura para a ELA, mas é com grande tristeza que isso significa que teria que ir para a Dignitas, em Zurique, para encerrar a minha vida”.

Agradecendo pela força dada pelos amigos, ele explicou a decisão: “Decidi por isso porque queria retomar o controle da minha vida e ganhar dessa doença ao me matar. Eu queria morrer enquanto ainda estava feliz e podia sorrir, sem ser controlado por essa doença malvada. Queria morrer com dignidade ao invés de ser torturado. Alguns podem achar que este é o caminho mais fácil, mas, acredite, não é fácil deixar as pessoas que você ama”.

Na carta de despedida, ele também criticou a legislação americana em relação ao suicídio assistido. “É uma pena que as leis desse país me impeçam de fazer isso na minha própria casa”. E, bem-humorado, ele finalizou: “Estava ‘morrendo’ [de vontade] de postar isso (risos). Obrigado e adeus”.

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