Mãe alerta após remédio inofensivo e comum nos lares quase matar sua filha

O DESCONGESTIONANTE NASAL SORINE ADULTO CAUSOU INTOXICAÇÃO E QUASE TIROU A VIDA DA PEQUENA CAROL

A mãe Fernanda Vieira de Birigui, interior de São Paulo, fez um post em suas redes sociais para alertar os pais e mães sobre o perigo dos descongestionantes nasais para adultos. Isto porque eles possuem uma substância chamada nezafolina que pode causar graves intoxicações em bebês e crianças e levar até mesmo a morte.

Fernanda faz este alerta após sua filha Carol quase morrer devido à intoxicação causada pelo uso do descongestionante nasal Sorine Adulto. O depoimento de Fernanda já teve mais sete mil compartilhamentos. Veja o que ela disse a seguir:

“Bom, eu não pretendia compartilhar isso em redes sociais. Mas, devido ao grande número de relatos que tenho ouvido sobre o desconhecimento do mal que a substância nefazolina pode causar, compartilho com todos o pesadelo que vivemos alguns dias atrás.

Era um sábado comum, eu saí de casa para entregar umas pizzas de uma campanha beneficente que estávamos participando. Cerca de 70 pizzas, eu e a Camila Prates já havíamos levado quase todas, faltavam algumas apenas. De repente, algo (alguém = Espírito Santo), começou a me incomodar para passar em casa, e como ainda não havíamos almoçado, decidi ir.

Chegando lá, tudo normal. Gui assistindo TV e Carol tirando seu cochilo de sempre. Meu marido estava com eles, então eu poderia sair e terminar as entregas.

Outra vez, o Espírito Santo me incomodou. Fui até o quarto da minha filha, ver se ela estava coberta, já que estava um dia fresco.

Para a minha surpresa, quando cheguei perto dela, coloquei a mão, ela estava gelada, pálida e suando (o cabelo todo molhado). Entrei em pânico. Meu marido pegou o termômetro, marcava 34.8 graus.

Resolvemos que era melhor levá-la para o pronto atendimento, pois ela podia estar tendo uma queda de pressão.

Queda de pressão, coisa simples, achamos melhor levá-la para a Unimed da nossa cidade (Birigui). Só que mais uma vez, algo (alguém = o sempre presente Espírito Santo) me incomodou, e optei por ir com ela para a Unimed de Araçatuba (em Birigui não tem UTI neonatal/pediátrica, só em Araçatuba).

No meio do caminho, ela já desfaleceu na cadeirinha. E eu comecei a orar a Deus pedindo tempo, para que pudéssemos chegar logo com ela.

Entrei como uma louca naquele hospital, furei fila. Na triagem, já nos passaram na frente. A pediatra de plantão, Dra. Cristina, nos encaminhou para a sala de emergência. Já colocaram monitor cardíaco e um monte de outros aparelhos nela. Muito rápido chegou o médico intensivista pediátrico/neonatal, o excelente Dr. Marco Alvim. Ele disse as palavras que eu nunca vou me esquecer: ela precisa ir para a UTI agora!

Eu sem celular, pois achava que era algo simples, corri para a recepção, peguei o celular da minha prima que me acompanhava, e liguei para o meu marido correr. Liguei também para minha amiga Helen, para que pedisse que nossa igreja entrasse em oração, pois eu não sabia o que estava acontecendo, mas a minha filha não estava bem.

Quase que instantaneamente meu marido chegou, e o médico permitiu que acompanhássemos a Carol até a entrada da UTI. Quando eles iam fechar a porta, eu, desesperada, perguntei se ela corria riscos. O médico me respondeu que se ela estava ali, claro que corria riscos. Perdi meu chão, não sabia quem eu era, onde eu estava, mal parava em cima das minhas pernas.

Depois de umas 4 horas, nos chamaram e disseram que ela precisaria permanecer internada pois estava hipotérmica, com bradicardia (os batimentos dela oscilavam entre 40 e 50, quando deveriam estar entre 80 e 120), as pupilas estavam dilatadas, as extremidades roxas e ela suava de molhar o travesseiro todo.

Uma enfermeira me disse que ela deu entrada na UTI tão fraca, que esquecia até de respirar.

De tanto implorar, como ela não estava sedada, me permitiram ficar. Foi a pior noite da minha vida. Aquelas máquinas apitando sem parar, os enfermeiros correndo a cada 10, 15 minutos. A temperatura dela não subia (mesmo com 4 cobertores e um cano de ar quente artificial), os batimentos também não (só com a aplicação de medicamentos). A saturação caía e eu não podia fazer outra coisa que não orar, confiar que Deus já estava no controle, e segurar a mãozinha dela para que ela sentisse que eu estava ali, embora estivesse desacordada.

Foram praticamente 72 horas de internação, e, quando os efeitos da intoxicação passaram e finalmente tivemos alta, o médico me disse: se isso tivesse acontecido durante a noite, e vocês tivessem ido dormir, muito provavelmente vocês não teriam encontrado sua filha com vida.

Quando fomos investigar a causa dessa intoxicação aguda que ela teve, já que mantemos medicamentos fora do alcance das crianças, para a nossa surpresa, Carol havia usado, escondida, um Sorine. Sim, SORINE ADULTO. Ele, o neosoro, o naridrim (indicados para adultos) possuem em sua fórmula uma substância chamada nefazolina, que é altamente tóxica para crianças e adolescentes, e para adultos também, se utilizada em excesso (uma amiga médica disse que já atendeu pacientes adultos com arritmias cardíacas graves resultantes do uso indiscriminado dessa substância).

Portanto, fica o nosso agradecimento a todas as pessoas que dividiram conosco esse momento de dor. Jesus em primeiro lugar, que nos sustentou e permitiu que nossa princesa voltasse pra casa perfeita. À nossa família, que de perto nos auxiliou em tudo. Helen e Denão, que deixaram seus afazeres para me socorrer num momento que eu literalmente surtei e não tinha mais forças. Nossa igreja que se empenhou em oração, e aos amigos que também o fizeram, que se preocuparam, que ligaram e mandaram mensagens.

E fica o alerta aos pais, todo cuidado é pouco. Tirem todo e qualquer medicamento do alcance de nossas crianças, até aqueles que parecem “inofensivos”. Nunca usamos nenhum descongestionante nas crianças a não ser soro fisiológico, já que essa é uma orientação do nosso pediatra, mas jamais poderíamos imaginar que um “simples” sorine pudesse ter consequências tão graves.

Obs. Havia me esquecido de agradecer a equipe de enfermagem da UTI da Unimed de Araçatuba, todos extremamente competentes, dedicados, carinhosos, sensíveis a nossa dor e angústia, não mediram esforços e ampararam e trataram nossa pequena com o maior amor e cuidado. Nossa eterna e indescritível gratidão!! (Carol pediu pra lembrar da tia Letícia e da tia Helen Carolina.

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