Marquezine teria implantado polêmico contraceptivo de R$ 4 mil. Quais são os riscos?

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Prevenir gravidez, deixar de menstruar, sentir cólicas, TPM e, de quebra, desinchar e emagrecer alguns quilinhos: essa é a promessa de um tipo de anticoncepcional já antigo, mas que está voltando a fazer sucesso agora. Trata-se do implante hormonal, que vem sendo chamado de “chip hormonal”, método que teria sido adotado por algumas famosas, como a atriz Bruna Marquezine. Mas será que ele é só benefícios mesmo? A seguir, explicamos detalhadamente como ele age no corpo da mulher.

Chip hormonal: método teria sido adotado por Bruna Marquezine

De acordo com informações publicadas pelo site do jornal carioca Extra, Bruna teria colocado o chip na clínica do médico ginecologista Amilcar Bettini. Uma funcionária da clínica confirmou ao Bolsa de Mulher que a atriz fez o procedimento. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Bruna Marquezine não retornou o contato até a publicação da matéria.

Implante hormonal: O que é?

De acordo com informações do site do médico Amilcar Bettini, os implantes em questão são um tipo de terapia hormonal feito através da colocação de tubos de silicone de 4 a 5 cm sob a pele. Cada um desses tubos carregam 50 mg de hormônios, que podem ser substâncias semelhantes à progesterona, ao estrogênio ou à testosterona. A escolha do tipo hormonal depende de exames prévios feitos pela paciente.

Depois de colocado, o hormônio é liberado gradativamente pelo período de seis meses a um ano.

Esse método é parecido, mas não deve ser confundido, com um outro tipo de implante hormonal, mais conhecido por seu nome comercial,o Implanom. A diferença é que o Implanom possui apenas o hormônio progesterona.

Como é implantado

Ainda segundo o site do profissional, os implantes são colocados na região glútea em um procedimento que dura menos de 10 minutos e não dói pois é feito com o uso de anestesia local.

Como age

O dispositivo libera as substâncias estrogênio, progesterona e testosterona de maneira contínua na corrente sanguínea, por isso, a mulher evita o risco de gestação e deixa de menstruar, além disso, seu corpo sofre mudanças importantes, algumas boas e outras nem tanto.

Benefícios

A testosterona do implante é um hormônio sexual masculino, também produzido pelas mulheres, mas em menor quantidade, que estimula o aumento da porcentagem de massa magra corporal. Seus efeitos foram percebidos por muitas mulheres, que notaram algum emagrecimento e combate ao inchaço e têm chamado o implante de “chip da dieta”.

Além disso, o estrogênio e a progesterona impede a gravidez e elimina sintomas menstruais, como cólicas e TPM, uma vez que não há menstruação.

Riscos

A ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler, do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha (São Paulo), explica que a administração de testosterona a mulheres pede cuidados redobrados. Isso porque se trata de uma medicação off label, ou seja, sua prescrição à mulheres não é respaldada por instituições médicas, como o Conselho Regional de Medicina, pois a eficácia e segurança da medicação nesses casos ainda não está comprovada.

A reposição de testosterona é mais indicada para mulheres que estão perto ou na menopausa, período em que ocorre uma queda brusca da produção de testosterona no corpo da mulher.
Entre os possíveis efeitos colaterais da testosterona, está o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. Além disso, pode haver acne, aumento da quantidade de pelos corporais e alterações da voz.

Preço

O procedimento e o dispositivo podem custar, em média, de R$3.000 a R$4.000 reais*.

*Valores pesquisados em abril de 2016, sujeitos a alterações.

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