Medo de dirigir: histórias reais de mulheres que conseguiram superar

Muitas vezes, o medo de dirigir parece incontrolável. A ideia de assumir o volante faz o coração disparar, as mãos suarem e as pernas tremerem. Mas, acredite: isso passa. Basta se encher de coragem e engatar a primeira marcha.

Para provar que dirigir sem medo é possível, separamos as histórias de três mulheres que com muita persistência e determinação venceram essa batalha. A mineira Ana Rita investiu nas aulas extras da autoescola e não ligou para os vestidos encharcados de suor. Já as paulistas Analice e Lola recorreram à ajuda especializada, que é muito bem-vinda em alguns casos.

Confira essas histórias de sucesso e se inspire.

Como perder o medo de dirigir

Ana Rita Gonçalves, aposentada

Ana Rita posa ao lado do carro zero que se deu de presente quando perdeu o medo

“Tirei a carta aos 42 anos. Já tinha medo antes de entrar na autoescola porque quase perdi meu bebê em um acidente a caminho do trabalho. No primeiro dia, coloquei o cinto, acertei os espelhos, liguei o carro, dei seta, fui sair e adivinhe? Na hora que embiquei para sair, apareceu um carro de bombeiros apitando e voando. Meu coração quase saiu pela boca! Mas eu estava determinada! Tinha me separado e precisava cuidar do meu filho. Eu ficava nervosa durante as aulas, meus vestidos ficavam encharcados de suor, mas eu não desisti! Fiz a prova prática duas vezes – na primeira não consegui nem tirar o carro do lugar. Paguei mais algumas aulas e disse aos instrutores que queria dirigir com a mesma naturalidade com que bebo um copo de água. Ladeiras eram o meu maior medo, me davam desespero, mas com muita persistência eu encarei e venci. Quando me senti segura, remarquei a prova e passei sem nenhum erro. Depois que tirei a carta, ainda paguei mais algumas aulas particulares para dirigir na cidade e para colocar meu carro na garagem, que é bem complicadinha. Eu morria de medo de bater na parede! Em 15 anos de carta nunca bati meu carro. Hoje me sinto muito bem dirigindo.”

Analice Ferreira, advogada

Analice venceu o medo e hoje arrasa no volante

“Aos 18 anos já tinha muito medo e insegurança. Fui reprovada duas vezes antes de conseguir passar no exame do Detran. Depois que tirei a carteira, nunca mais tive a iniciativa para pegar prática, sempre deixei de lado, não queria assumir que tinha medo. Quando entrei na faculdade, tudo ficou mais difícil – meu pai me levava aos lugares e perdi oportunidades de bons estágios em direito por não dirigir. Até que aos 26 anos os medos pioraram e passaram a atingir minha vida social. Procurei um psicólogo e descobri que estava com síndrome do pânico. A dificuldade para dirigir passou a ser um abismo, mas eu precisava dirigir, era fundamental para exercer minha profissão. Passei a tratar a doença, me matriculei em uma autoescola para habilitados com acompanhamento psicológico bem completo. Aprendi a dominar o carro, a entender seu funcionamento, a lidar com as inseguranças no trânsito. Quando terminou o curso, eu ainda não estava dirigindo e ninguém acreditava que eu teria coragem. Até que após uma noite sem dormir pensando em tudo que havia aprendido, em todo o meu esforço, levantei bem cedo e fui até a casa do meu pai dirigindo, que fica a uns 2 km da minha casa. Ali me libertei! Vi que poderia começar lentamente, mas que precisava desse início, sem me importar com erros e medos de acidentes. Hoje dirijo bem, comprei um carro bem legal e me sinto livre do pânico, livre do medo.”

Lola Andrade, psicóloga

Lola perdeu o medo na terapia e vive sem medo do volante

“Tirei a carta aos 32 anos, mas foi por opção. Aprendi a dirigir na autoescola. Meu instrutor era muito bom, mas depois fiquei com medo de sair sozinha com o carro. O primeiro carro que eu comprei era usado e tinha um problema no câmbio que eu não sabia. Resultado: a primeira não entrava direito e o carro morria toda hora. Eu sempre tive medo de locais fechados, principalmente de avião, e isso se agravou com o carro. Só de pensar em assumir a direção eu sofria, ficava angustiada e evitava o máximo possível. Quando minha filha nasceu eu vi que tinha que enfrentar o medo. Fiz terapia para entender a origem do meu trauma e depois de algumas sessões me enchi de coragem e comecei a dirigir. Aos poucos aquilo parou de me apavorar. Hoje dirijo numa boa.

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