Menina morre por doença grave causada por absorvente interno. Entenda quem pode contrair

A nadadora Jemma-Louise Roberts, de 13 anos, utilizava absorventes internos para continuar treinando durante seu período menstrual. O hábito, no entanto, causou a chamada Síndrome do Choque Tóxico, doença bacteriana relacionada ao uso de tampões que custou sua vida. Entenda o caso a seguir.

A garota, natural de Wigan, na Inglaterra, procurou ajuda médica quando começou a sentir febre alta e a apresentar vômito e diarreia. O primeiro diagnóstico dado pelos médicos foi de virose causada pelo novovírus, que gera sintomas gastrointestinais e está relacionado ao consumo de alimentos crus contaminados.

Jemma era nadadora e usava tampões para não ter que faltar aos treinos.

A menina foi mandada para casa, mas pouco tempo depois os sintomas se agravaram e toda a família estava de volta ao hospital. Nesse momento os médicos passaram a suspeitar da síndrome do choque tóxico, confirmado pelo exame de sangue, que indicou a presença de bactérias do tipo estafilococos. Uma semana depois da internação, Jemma morreu por hemorragia cerebral.

Síndrome do choque tóxico: o que é?

Os estafilococos aureus são bactérias que existe normalmente no corpo da mulher. No entanto, elas encontram nos absorventes internos um meio para crescer em níveis anormais, principalmente se os tampões forem de alta absorção.

Essa proliferação exagerada causa a liberação de toxinas, essas sim as responsáveis pela Síndrome do choque tóxico.

Como evitar

De acordo com o Food and Drug Association, órgão norte-americano para regulação de alimentos e medicamentos, casos de choque tóxico diminuíram muito com o passar dos anos.

Jemma-Louise e seu irmão, Joseph

A queda estaria associada a descrição presente no rótulo, que ajuda a mulher a identificar qual é seu fluxo e qual tipo de absorção do produto (regular, médio, intenso) é indicado, evitando assim tampões de alta absorção sejam usados desnecessariamente e mesmo que a mulher fique com um mesmo produto no corpo por muito tempo.

Mas especialistas também apontam que a substituição de materiais sintéticos, antes presentes nesses produtos, também ajudou. Antigamente, poliéster, carboximetilcelulose e poliacrilato rayon eram usados na produção dos tampões. Atualmente o produto é feito de algodão e rayon apenas.

Familiares e amigos de Jemma se mobilizaram para arrecadar fundos para o hospital e sua mãe faz campanha para conscientizar sobre a Síndrome do Choque Tóxico.

Para evitar a infecção, o ginecologista Daniel Luchesi, da clínica Livon (SC), recomenda trocar o absorvente interno a cada 4 horas, evitando o acúmulo de sangue, que facilita a proliferação da bactéria.

Sintomas

Inicialmente, a mulher pode ter febre alta, dor de cabeça, dor de garganta, olhos avermelhados, cansaço extremo, confusão e tontura, vômitos, diarreia e erupção cutânea, semelhante a uma queimadura de sol, em todo o corpo. Esses sintomas tendem a piorar e depois de 48 horas a paciente pode entrar em choque séptico.

Outros casos

Recentemente, a modelo californiana Lauren Wasser sofreu a chamada Síndrome do Choque Tóxico. Depois de uma parada cardíaca causada pelo uso de absorvente interno, a modelo teve uma grave isquemia em sua perna direita, que precisou ser amputada.

Vimos em http://www.bolsademulher.com

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