Nenê do basquete teve tipo raro de câncer genital: entenda doença e como ele superou

O jogador Nenê Hilário está sendo um dos destaques da seleção brasileira de basquete nessas Olimpíadas, mas quem o vê brilhando nas quadras, dificilmente imagina que ele já teve uma doença grave, que poderia tê-lo afastado do esporte. Diagnosticado com câncer de testículo, Nenê precisou passar por um tratamento sério há alguns anos.

Câncer do jogador Nenê

Descoberta da doença

Em 2008, quando jogava pelo Denver Nuggets – time que faz parte da NBA, liga norte-americana de basquete – Nenê descobriu um tumor em seu testículo direito. A doença é mesmo comum em homens jovens, com idade entre 20 e 30 anos, como ele, que teve a doença aos 25.

Apesar disso, esse é um dos mais raros tipos de câncer urológicos. “Em comparação com outros tipos de câncer da região, como de próstata e renal, os tumores testiculares são bem raros”, explica o urologista Vitor Buonfiglio, da Clínica Unix (São Paulo).

Exame beta-HCG denunciou

Nenê teria identificado a doença através de um exame de beta-HCG. Esse hormônio, que apresenta-se elevado quando a mulher está grávida, pode ser sinal da doença do testículo no homem.

“Esse achado foi, provavelmente, um acaso”, explica o urologista. “A primeira suspeita só costuma acontecer quando o homem percebe a presença de um nódulo na região e o nódulo costuma ser notado antes que o beta-HGC fique alto”.

O problema é que grande parte dos homens só presta atenção na região quando sofre algum acidente e passa a sentir dor no saco escrotal. É aí que a maioria vai ao médico e, depois de exames, como dosagens hormonais e ultrassom, é diagnosticado o tumor.

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Câncer no testículo: tipo de tumor

Em entrevista à revista Época, o cirurgião Fernando Kim, que operou o jogador, disse na ocasião que o tumor era pequeno, contando com pouco mais de 1 cm de diâmetro, mas do tipo maligno.

Tumores malignos são aqueles que têm maiores chances de se espalhar para outros órgãos. No caso do câncer de testículos, as maiores incidências de metástase são para linfonodos, estruturas que fazem parte do sistema linfático, e as chances de que a complicação aconteça são grandes. No entanto, a sensibilidade das células cancerígenas espalhadas a tratamentos como quimioterapia e radioterapia é bastante alta.

Tratamento

Ainda de acordo com a revista Época, Nenê passou por uma cirurgia para retirar o testículo direito e, de acordo com entrevista dada por ele ao jornal norte-americano Washington Post, precisou fazer sessões de quimioterapia e lidar com sintomas como fraqueza, sensação de queimação no corpo, inchaço e medo de perder seus órgãos.

O urologista Vitor Buonfiglio explica que, de fato, o padrão é que, em casos de câncer testicular, seja removido todo o testículo para reduzir o risco de disseminação das células cancerígenas para outras partes do corpo. As exceções ficam por conta dos tumores benignos e de casos em que a fertilidade do outro testículo esteja comprometida.

Recuperação

Nenê ficou por pouco tempo afastado das quadras e hoje, casado com Lauren Hilário, é pai de Mateus, nascido em 2011. Um dos principais medos do jogador era não poder ser pai, mas mesmo após a retirada de um testículo, a fertilidade fica preservada caso o outro testículo seja mantido e esteja saudável. Os níveis de testosterona, hormônio produzido nos testículos, também permanecem estáveis.

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Geralmente, é preciso fazer um controle rigoroso nos primeiros cinco anos após o aparecimento da doença, período em que as chances de metástase são maiores e as chances de ter tumores no outro testículo. Mas hoje o jogador está mais saudável que nunca. Além de ter assinado recentemente com o Houston Rockets, time texano que também faz parte da NBA, ele é um dos principais destaques da seleção brasileira nessas Olimpíadas.

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