Novo estupro coletivo no Rio choca após América Latina parar por morte na Argentina

Um novo caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro está causando revolta. Uma mulher de 34 anos foi violentada por 10 homens em São Gonçalo, na madrugada desta quinta-feira (20). Em maio deste ano, um outro estupro coletivo no Rio chocou o mundo, após o vídeo da menina desacordada ser divulgado nas redes sociais. Além disso, outro ponto alarmante, é que esse caso mais recente acontece um dia depois de uma onda de protestos tomar conta da América Latina após a morte de uma adolescente estuprada por três homens na Argentina.

Estupro no Rio: entenda o caso

O cena de violência teve início em um bar onde a vítima estava. Na madrugada, um grupo de homens chegou e arrastou a mulher para o banheiro, onde foi obrigada a fazer sexo oral em todos eles. Depois, a arrastaram para uma rua deserta, onde continuaram o abuso. Ao notarem a presença de um carro da polícia, os criminosos fugiram e a deixaram no local seminua. A PM, que passava pela rua, como informa o Jornal Extra, a encontrou chorando e machucada. Dois menores foram presos em flagrante após serem vistos no local. As autoridades seguem as investigações para descobrir quem são os outros envolvidos.

Esta não foi a primeira vez que a vítima sofreu estupro coletivo, e sim a primeira vez que conseguiu reportar o caso à polícia. A vendedora de roupas e mãe de três adolescentes é violentada há cerca de quatro anos. Ela conta que o caso começou quando seu ex-namorado divulgou um vídeo deles durante relação sexual, em entrevista para o site de notícias da Globo. Segundo a vítima, depois disso, traficantes da região passaram a procurá-la e a obrigá-la a fazer sexo

Pensando na segurança de suas três filhas, a mulher não teve coragem de fazer denúncia. “Eles diziam que iriam me matar e me jogar no valão se eu ficasse gritando”, revelou. Mas dessa vez, dois dos estupradores foram capturados pela polícia militar.

Estupro na Argentina para a América Latina

Na quarta-feira (20), mulheres de vários países da América Latina pararam por uma hora para manifestar contra a violência contra a mulher e o feminicídio. Isso aconteceu após o caso brutal de uma jovem argentina que foi estuprada por três homens e morreu, no dia 8 de outubro. O resultado das investigações apontou que a adolescente Lucia Pérez, de 16 anos, foi drogada e violentada e morreu em decorrência da dor que sentiu durante o ato, em Mar Del Plata, cidade litorânea da Argentina. Matías Gabriel Farías, de 23 anos, Juan Pablo Offidani, de 41, e Alejandro Alberto Masiel, de 61, são acusados pelo crime e estão presos.

As manifestações seguem acontecendo. No Brasil, atos estão marcados pelo menos até o próximo domingo. O movimento está sendo chamado de “Ni una menos” (“Nenhuma a menos”, em tradução livre para o português), após uma página feminista com o mesmo nome ter convocado os atos.

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