O que é a infecção grave que foi confundida com pelo encravado por famosa?

Uma mancha vermelha, quente e dolorosa. Esses sintomas podem indicar erisipela, um tipo de infecção importante, provocada por bactéria, que acometeu recentemente a blogueira fitness Gabriela Pugliesi.

No Instagram, a musa compartilhou com seus seguidores que, no início, pensava se tratar de um pelo encravado. Porém, com o passar dos dias, o local ficou inchado e apresentou outros sintomas que a preocuparam.

O que é erisipela?

É uma infecção provocada pela proliferação de bactérias comuns que habitam a pele humana, como o estreptococo.

A doença acontece geralmente nos pés e nas pernas, muito pela facilidade de pequenas lesões nessa área. “É o caso de micoses, pé de atleta, frieiras, unha encravada, rachaduras nos pés, pelo encravado, picada de inseto e assim por diante”, aponta o angiologista Ivanésio Merlo, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular.

No rosto e no corpo pode acontecer também por conta de espinhas.

Sintomas

 

A erisipela libera toxinas no organismo, que provocam reações como febre alta, náuseas, vômitos, mal-estar e calafrios, além de deixar a região de entrada vermelha, inchada, quente e dolorosa. A inflamação afeta rapidamente os vasos linfáticos.

Pessoas que têm lesões de pele frequentes e que têm queda de imunidade estão mais propensas.

O angiologista ressalta que a imunidade tem um papel importante na evolução da doença. Em pessoas que estão com o sistema imune fortalecido, pode até haver proliferação das bactérias em caso de lesão, mas elas não chegam a infeccionar.

É grave?

Se não tratado corretamente, o quadro pode se tornar sério. Ivanésio explica que a erisipela compromete o sistema linfático e que, em alguns casos, o paciente terá de conviver com o inchaço para o resto da vida.

Além disso, como em qualquer caso de infecção, existe o risco de morte diante do agravamento do quadro.

Como tratar?

É preciso sempre combater a doença com antibiótico que, de acordo com a intensidade da infecção, pode ser por via oral ou injeção, por 10 a 14 dias.

“Dependendo do caso, é preciso fazer repouso e elevar as pernas periodicamente durante o dia, para combater o inchado da região”, comenta o especialista.

Se não for tratada corretamente, é possível que a doença volte a acontecer e comprometa ainda mais a circulação da região, que danifica os vasos linfáticos e condiciona um edema maior.

“Além disso, quem teve uma vez tem mais propensão de ter outras. Porém, vale ressaltar que não é contagioso”, comenta Ivanésio.

“Em casos mais avançados, a região de entrada da infecção pode fazer bolha e abrir ferida”, diz.

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