O que vai acontecer com menor que foi pega pela Polícia após cometer racismo contra Títi?

A Polícia Civil do Rio de Janeiro conseguiu identificar o responsável pelos ataques racistas sofridos por Títi, 3 anos, filha adotiva do ator Bruno Gagliasso e da modelo Giovanna Ewbank, denunciados pelo casal no dia 16 de novembro, na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI): uma adolescente negra, de 14 anos, de Guarulhos, em São Paulo.

A menor de idade era uma das suspeitas e confessou o crime nesta terça (20). “Fiz pra zuar”, disse ela aos policiais. “Ela não demonstrou nenhum arrependimento, o que causou espanto na gente. Na declaração dela, perguntamos qual cor ela achava que tinha e ela foi clara em dizer que era negra”, explicou Daniela Terra, delegada titular do DCRI, durante coletiva da polícia sobre o caso.

O que vai acontecer com ela?

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Agora, a adolescente vai responder pelo ato de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como determina a lei. Como não teve violência nem ameaça grave, ela vai ser julgada pelos crimes de injúria e preconceito, além de falsa identidade. A pena aplicada vai ser uma medida socioeducativa que vai depender do juiz que julgar o caso.

Segundo o advogado Michel Assef Filho, “é possível que se faça um acordo com os pais para prestar serviços comunitários. Isso ainda não foi decidido, eu que estou falando. Depois que se descobre que é um menor envolvido, os pais sempre respondem”, apontou ele.

Assef também comentou que diversas mensagens racistas foram apagadas por Gagliasso e Giovanna, e a exclusão do conteúdo prejudicou as buscas da polícia pelos outros autores das ofensas.

A delegada Daniela, inclusive, reforça a importância de guardar provas dos casos para ajudar a polícia. “Um print e a URL da ofensa já é o suficiente para pedir a quebra de sigilo e conseguir identificar o autor”, explicou ela.

E não é a primeira vez que a adolescente comete racismo contra alguém. Segundo a delegada, ela já tinha ofendido a cantora Gaby Amarantos nas redes sociais. “Na maioria das vezes quem pratica esse tipo de crime é menor. Os pais deveriam ter maior fiscalização em cima dos filhos. As pessoas usam a internet achando que não vão ser identificadas por disporem de perfis fakes, mas nós conseguimos chegar a esses perfis e o crime deixa rastros sendo cometido ou não pela internet”, alertou Daniela.

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Racismo contra Titi

Depois das novidades da polícia, Gagliasso publicou um texto de desabafo em seu Facebook, agradecendo ao trabalho das autoridades e encorajando as pessoas a não aceitarem ataques racistas de cabeça baixa. Veja um pedaço:

“Não podemos ser tolerantes com o preconceito. Preconceito é crime! Converse com seus pais, com seus filhos e na sala de aula, e, se for vítima de agressão, denuncie, não deixe passar”.

A modelo Giovanna, também chegou a publicar uma mensagem de amor e respeito em referência ao caso nas redes sociais, na época dos comentários, que dizia:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”, escreveu Giovanna.

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