Produtos de beleza com chumbo: quais os riscos e por que evitar

O chumbo é um metal pesado que é bioacumulativo, ou seja, acaba acumulando progressivamente na cadeia alimentar e não é eliminado com o tempo. Tóxico, cancerígeno, prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso, pode afetar o sistema circulatório, levar ao desenvolvimento de anemia, saturnismo, gerar alterações neurológicas e do sistema reprodutor, além de disfunção renal.

Risco do chumbo

O metal é uma neurotoxina comprovada ligada à aprendizagem, linguagem e problemas de comportamento. Ele também tem sido associado ao aborto, redução da fertilidade em homens e mulheres, e atrasos no início da puberdade nas meninas.

O chumbo pode ser um contaminante em mais de 650 produtos cosméticos, incluindo protetores solares, bases, esmaltes de unha, batons e creme dental branqueador. Desde o dia 27 de março de 2013, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentou o uso de chumbo em cosméticos por meio da resolução RDC 15/2013 e determinou que o uso de acetato de chumbo só pode ocorrer em tinturas capilares, sendo que em outros cosméticos não há nenhuma regulamentação.

Além disso, a concentração máxima expressa em chumbo no produto final não poderá ser superior a 0,6%, respeitando-se as especificações da matéria-prima. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, nessa concentração (de 0,6%), a absorção cutânea do chumbo é baixa e é pouco provável que ofereça riscos à saúde do usuário.

Chumbo em batom

Qualquer batom pode conter metais pesados. A maior quantidade de chumbo foi registrada na cor rosa, e a menor, no protetor labial neutro, segundo a FDA (órgão órgão norte-americano para o setor alimentício e de medicamentos). No Brasil, diversas marcas contêm até oito outros metais pesados, que vão de cádmio a alumínio. Na Europa, a cor marrom foi a mais tóxica, onde cores mais escuras tinham em média 8,9 ppm de chumbo, comparados com 0,37 nos batons de cores claras.

Apesar de achar pequenas quantidades do elemento químico em centenas de batons nos EUA (a mais alta encontrada foi de uma parte por milhão), a FDA não proibiu a venda do produto, pois ainda insiste que não há nenhuma pesquisa que prove que há relação entre o chumbo e a incidência de doenças. Além disso, também não existem estudos sobre os níveis seguros do contato metal com os lábios.

A Universidade da Califórnia e a Escola de Saúde Pública de Berkeley em pesquisa divulgaram que, de 32 batons e gloss do analisados do mercado norte-americano, metade tinha chumbo em quantidade maior que o permitido no país. Outro estudo publicado pela Universidade Federal de Minas Gerais mostra que, de 22 tipos de batons testados no mercado brasileiro, apenas um, de origem francesa, não continha chumbo.

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