Professor que sonhou com mesma mulher por 10 anos garante que premonição existe

O fim de cada dia tem um destino certo: cama. Você mergulha em meio aos travesseiros e cobertores e tudo o que quer é entrar em um estado profundo de sono, quase como um urso quando entra e hibernação. Mas, apesar do aparente desligamento, acredite: sua mente está trabalhando a milhão para produzir de 35 a 50 sonhos só em uma noite.

Premonições, sonhos recorrentes, visitas ao passado ou a lugares em que nunca estivemos, sonhos eróticos, símbolos e arquétipos: tudo faz parte da “mensagem oculta da noite” que nos é passada com frequência – e para a qual, de maneira geral, pouca gente dá atenção.

Esta e outras ideias são objetos de estudo do antropólogo e membro da Academia de Ciências de Nova York Darrell Champlin, que garante que nós deveríamos prestar um pouquinho mais de atenção nos nossos sonhos. Afinal, de acordo com o pesquisador, as histórias que vivemos enquanto dormimos poderiam esclarecer muitas coisas que sentimos de olhos abertos.

Darrell mesmo só deu importância ao sonho frequente que teve durante toda a adolescência quando viu ele se tornar realidade em forma de mulher. Parece letra de música, mas é real.

“Qualquer função biológica que é tão frequente, como os sonhos, tem que ter um motivo específico para acontecer”, sustenta o norte-americano, que vive há 27 anos no Brasil e, atualmente, mora e trabalha em Santos, no litoral de São Paulo.

A seguir, confira a história de Darrell, que também falou ao Vix sobre a linguagem e os significados dos sonhos, que não tão indecifrável como parece.

Sonhos: resultados do passado ou avisos do futuro?

Sonhar, já diria o poeta, é realizar. E, segundo o antropólogo, isto faz total sentido, mas em uma concepção espelhada: ao mesmo tempo em que podemos sonhar com coisas que podem vir a acontecer no mundo real, nós projetamos no sonho aquilo que vivemos, mas está mal digerido no nosso inconsciente.

“Quando sonhamos, entramos em um estágio reconhecido de consciência e o nosso cérebro funcioma muito mais, o que é um fato científico comprovado. Como nos sentimos liberados de uma série de restrições que o corpo físico nos impõe, acredito que por meio de sonhos podemos concretizar um evento”, detalha. “Mas, aí, estamos filosofando, estamos na física experimental”.

A física quântica, que trabalha com conceito de partículas e ondas, ou seja, aquilo que é invisível aos nossos olhos, também faz parte do raciocínio conceituado pelo professor. “Ela diz que formamos aquilo que desejamos, portanto, os sonhos exercem uma função de formar seu desejo, o que o Freud chamaria de fantasia”.

Sonhos que se tornam realidade (literalmente)

Isto quer dizer que, longe de misticismos e crenças religiosas, somos profetas em potencial, já que podemos antecipar o que vai acontecer em sonhos. “Isto faz parte do que chamamos de ativismo quântico, quando você define o que vai fazer e se empenha para conseguir”, detalha Darrell.

Se você tem curiosidade sobre essa definição, assista a esse pequeno vídeo de Amit Goswami, um dos físicos mais reconhecidos no campo da ciência com a espiritualidade, sobre ativismo quântico:

“Como consideramos que a consciência é moldável, é possível, sim, mentalizar ou sonhar com um fato que queremos que aconteça. É que é difícil para uma mente cartesiana chegar a essa conclusão, porque a pessoa está presa dentro de um paradigma”, avalia o antropólogo.

Neste sentido, Darrell defende que uma pessoa pode combinar consigo o que irá sonhar antes mesmo de ir para a cama e, inclusive, aprender a decifrar a linguagem dos sonhos.

“Os sonhos têm uma linguagem pré-verbal, baseada em imagens. É preciso uma dose de observação de si mesmo para conseguir entender isso”. Também é importante prestar atenção no período em que o sonho acontece. “Os sonhos entre 6 e 7 horas da manhã são chamados de precognitivos, ou seja, são sobre o que vai acontecer no futuro”.

Isto significa que aquilo que aparenta ser meio sem pé nem cabeça pode estar totalmente associado a um fato real – e, às vezes, superimportante da sua vida. Basta apenas que você saiba identificar os elementos e descobrir a chave do enigma.

“Uma mulher me disse uma vez que se viu sentada em uma baía de águas claras, com o bico de um golfinho encostado no seu colo”, conta o antropólogo. “Este foi o elemento que mais chamou atenção para ela. Então, disse que ela ainda não tinha percebido, mas isso poderia ser o sinal de uma gravidez, pelo formato fálico do bico. E, algum tempo depois, ela me disse que estava grávida”.

É possível não sonhar?

De acordo com Darrell, todo mundo sonha toda noite, mesmo que não se lembre das imagens.

“Talvez uma ou outra pessoa nunca sonhe com imagens, ao entrar em sono profundo. Mas, pode sonhar com conceitos, que não chegam a alterar as ondas cerebrais, que permanecem longas e espaçadas”, revela. “Ao contrário da pessoa que sonha e tem ondas cerebrais com tanto movimento que parece estar acordada”.

Sonho premonitório e caso de amor

O próprio professor é exemplo de sua teoria. Ele tinha sonhos recorrentes e também premonitórios. Dos 12 aos 24 anos, ele sonhou que entrava em uma festa e via a silhueta de uma mulher. Adolescente, ele foi buscar informações sobre esse tema, mas foi só quando viu esta mulher na vida real que entendeu aquela mensagem.

Tudo começou quando ele começou a se corresponder por cartas com uma mulher, Rosângela, que ainda não conhecia pessoalmente. Eventualmente, eles decidiram marcar um encontro em São Paulo.

“Até então, eu associava o sonho com o surgimento de uma amizade ou relacionamento novo. Mas, só fui identificar quando a encontrei em carne e osso”, revela.

Ao vê-la, conta que sentiu as pernas bambearem, pois reconheceu a silhueta que via nos sonhos e teve certeza que, realmente, “era ela”.

Hoje, o professor é casado com Rosângela há mais de 26 anos. E desde então, tem se dedicado a decifrar os sonhos de várias pessoas, além de ter escrito dois livros e ministrar palestras nesta área.

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