Propaganda com Cleo Pires e Paulo Vilhena pega muito mal e recebe chuva de críticas

Publicada em 24 de agosto, às 12h15

#SomosTodosParalímpicos: para atrair visibilidade aos Jogos Paralímpicos e ressaltar a relevância dos paratletas brasileiros no panorama do esporte nacional, @cleopires_oficial e Paulo Vilhena (@vilhenap) aceitaram o convite para serem embaixadores do Comitê Paralímpico Brasileiro e estrelam a campanha Somos Todos Paralímpicos. Concebido pelos atores com o apoio do @ocpboficial e dos atletas, com direção criativa de @ccarneiro, fotografia de @andrepassos e beleza de @carolalmeidaprada, o anúncio traz Cleo na pele de @bruninha_alexandre, paratleta do tênis de mesa, e Paulo, de @renatoleite10, da categoria vôlei sentado. Os ingressos estão à venda em ingressos.rio2016.com. Vogue mostra os bastidores do shooting com o quarteto no link da bio. #voguenasparalimpiadas

A photo posted by Vogue Brasil (@voguebrasil) on

A foto para a campanha “Somos todos Paralímpicos” com os atores Cleo Pires e Paulo Vilhena como modelos gerou uma enxurrada de críticas entre os usuários das redes sociais. A imagem em que os dois aparecem como deficientes físicos, graças à edição feita em Photoshop, foi divulgada pela revista Vogue e provocou uma série de comentários negativos.

Enquanto Cleo Pires aparece sem o braço direito, Paulo Vilhena tem uma prótese na perna direita. Segundo a publicação, Cleo está “na pele” da paratleta de tênis de mesa Bruna Alexandre e o ator está “com o corpo” do tricampeão pan-americano da categoria tênis sentado Renato Leite. A campanha foi feita pela Agência África, de publicidade. Entenda a polêmica a seguir.

Foto de Cleo Pires e Paulo Vilhena como deficientes

Os atores levam o título de Embaixadores dos Jogos Paralímpicos do Rio, que acontece entre 7 e 18 de setembro. Segundo publicação no Instagram, a revista Vogue divulgou a foto como forma de apoiar a causa e colaborar com a venda de ingressos para o evento que, segundo o prefeito carioca Eduardo Paes, era de baixa procura.

Cleo Pires chegou a publicar uma foto dos bastidores da campanha, em que os paratletas estavam presentes. Na edição, os atores aparecem com os corpos dos atletas, por meio de edição no Photoshop.

Fato é que muitos usuários da rede social comentaram na publicação afirmando que era um “desrespeito”, em referência ao registro de atores que não são deficientes no lugar de deficientes físicos propriamente.

“Retirar o protagonismo dos reais atletas paraolímpicos para se utilizar de celebridades ‘fantasiadas de deficientes físicos’ não foi cool (legal)”, comentou um dos seguidores da publicação. No Facebook, outras pessoas saíram em defesa de que as fotos poderiam ter sido feitas com os próprios atletas. “A campanha teria sido linda se fosse com os próprios atletas!”, comentou uma usuária.

Outros destacaram que a intenção da propaganda pode ter sido justamente de “chamar atenção”: “E se a intenção toda foi essa? Criar polêmica e chamar a atenção”, ponderou uma usuária.

Procurada pela reportagem, a agência criadora da campanha não se pronunciou até o fechamento da matéria.

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