Quantas vezes por semana um casal feliz e saudável faz sexo? Ciência responde

É possível que você já tenha caído na besteira de comparar sua vida sexual com a de outras pessoas. Isso tende a acontecer especialmente em conversas informais com as amigas, quando uma delas revela que transou com o marido cinco vezes na semana passada, e você lembra que não faz sexo com o seu há duas semanas.

É claro que fatores como fase do relacionamento, tempo de união, estado financeiro, gravidez, filhos e etc. refletem diretamente nas sacudidas de lençóis, mas, mesmo sabendo disso, é natural que nos questionemos se há uma frequência ideal ou mínima de sexo que devemos ter para nos enquadrarmos no perfil de casal saudável e feliz.

Os pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, tentaram encontrar a resposta para esta dúvida e estabelecer uma relação entre o nível de felicidade de um casal e o número de vezes em que eles transam por semana – e o resultado foi bastante interessante.

O estudo

Os cientistas convidaram 64 casais heterossexuais formados por indivíduos saudáveis e com idades entre 35 e 65 anos para participar da pesquisa, que durou 3 meses. Eles foram aleatoriamente divididos em dois grupos: o primeiro seguiu sua rotina sexual normal enquanto o segundo foi instruído a dobrar o número de vezes em que fazia sexo na semana – ou seja, se o casal costumava transar uma vez a cada sete dias, teve de transar duas, e assim por diante.

Os participantes responderam a três tipos de questionários: um no início do experimento, para estabelecer parâmetros, outro, diariamente, ao longo do estudo e um último ao final. A partir deles, foi observado se houve mudanças no nível de felicidade e satisfação de cada par.

Couple kissing

Couple kissing

Mais sexo não significa mais felicidade

O resultado revelador foi que os casais que dobraram sua frequência sexual não demonstraram aumento no nível de felicidade. Na verdade, eles tiveram uma pequena queda no desejo e satisfação sexual.

Algumas teses explicam a conclusão alcançada pelos cientistas. Uma delas é a de que a relação entre sexo e felicidade ocorre no sentido inverso ao proposto pelo experimento. Ou seja, não é que fazer mais sexo nos torne mais felizes, mas sim que pessoas felizes tendem a fazer mais sexo – o que é descrito como casualidade reversa.

Outra hipótese defendida pelo time é a de que o grau de felicidade dos casais que dobraram sua atividade sexual diminuiu não por conta do sexo em si, mas pela “obrigação” de ter de transar. George Loewenstein, líder do estudo, explicou que a falta de espontaneidade pode ter interferido no desejo, deixando os parceiros insatisfeitos. Segundo ele, seria interessante realizar um segundo estudo, desta vez estimulando sutilmente os casais a terem mais relações – com uma noite em um hotel, babás para cuidar dos filhos, etc. – ao invés de ordenar diretamente que o façam.

Em outras palavras, a conclusão dos cientistas foi que a quantidade de relações que você deve ter com seu parceiro por semana é exatamente quantas vezes der vontade – nem uma a mais do que isso.

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