Ter gula não é o mesmo que comer compulsivamente: entenda o transtorno e riscos

Sair de barriga cheia de uma festa ou jantar especial ou mesmo aproveitar as comemorações do fim de ano para esquecer um pouco da dieta indica momentos de gula, natural na vida de qualquer pessoa. O consumo excessivo de alimentos ocasionalmente, no entanto, não pode ser confundido com compulsão alimentar.

O que é compulsão alimentar

Pessoas que comem compulsivamente possuem um distúrbio alimentar que faz com que elas não consigam controlar a quantidade de alimentos que ingere, podendo comer mesmo quando estão saciadas ou até passarem mal. Depois do excesso, normalmente aparecem culpa, tristeza e até vergonha do comportamento, normalmente escondido até de pessoas mais próximas.

Bulimia e compulsão alimentar

Apesar de serem distúrbios diferentes, a bulimia e a compulsão alimentar possuem sintomas em comum, como perda de controle diante dos alimentos e emoções negativas relacionadas a refeições, também provocando vergonha e culpa. No caso da bulimia, no entanto, a pessoa provoca a expulsão da comida provocando vômitos ou ingerindo laxantes.

Riscos da compulsão alimentar

Pessoas que sofrem com o problema normalmente também lutam contra a balança e podem conhecer os mesmos prejuízos para a saúde que o obeso, como doenças cardíacas, pressão alta e diabetes tipo 2, por exemplo.

Causas

As causas imediatas do transtorno ainda não são completamente claras, mas sabe-se que existe uma combinação de fatores, incluindo predisposição genética e problemas psicológicos. Muitas pessoas com compulsão alimentar também têm outros problemas de saúde mental ou emocional, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Como tratar

O problema precisa ser combatido em várias frentes para que o tratamento tenha sucesso. Depois de obter o diagnóstico através de entrevistas e exames com profissionais da saúde, será possível identificar hábitos alimentares, saúde emocional e sentimentos em relação à comida. Além do acompanhamento com psicólogos ou psiquiatras, alguns medicamentos podem ser administrados e um cardápio com nutricionista pode ajudar na recuperação.

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