Tipos de ansiedade: comum, com pânico, depressão e mais 9 diferenças. Veja sintomas

Engana-se quem acha que há apenas um tipo de transtorno de ansiedade. Apesar de ser um sentimento de antecipação do futuro muito comum e natural, em excesso ele caracteriza mais de 10 quadros diferentes, que se diferenciam pelas causas e características

Identificá-los é importante para evitar prejuízos à qualidade de vida e buscar a ajuda correta. Entenda:

O que são transtornos de ansiedade?

Segundo o psiquiatra Rafael Brandes Lourenço, da Associação Brasileira de Psiquiatria, os transtornos ansiosos fazem parte de um grupo de distúrbios psiquiátricos caracterizados pela ativação dos processos de luta e fuga do organismo, levando o indivíduo a um estado de alerta marcado pela ativação exagerada do sistema nervoso autônomo.

Em outras palavras, eles fazem com que o cérebro encare situações inofensivas como um perigo iminente, levando a pessoa a ficar excessivamente com medo e ansiedade.

Segundo a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), um documento da Associação Americana de Psiquiatria que rege o diagnóstico psiquiátrico, esses transtornos são divididos pelas situações ou objetos que induzem tais comportamentos.

12 tipos de ansiedade: entenda cada um

Transtorno de ansiedade de separação

Este distúrbio é marcado pelo medo, ansiedade e sofrimento extremos em relação a separação de pessoas pelas quais a pessoa tem apego. São comuns em crianças e adolescentes, que temem a perda de seus pais.

As pessoas com essa condição apresentam uma extrema ansiedade ao ficar longe de quem amam, se preocupando excessivamente com a possibilidade de acidentes, sequestros ou morte. Além disso, preocupam-se com a própria vida, pois isso os impediria de encontrar suas figuras afetivas.

Frequentemente, elas têm dificuldade em ficar longe de quem amam, mesmo que seja durante breves momentos ou na hora de dormir.

Mutismo Seletivo

Esse transtorno inibe crianças de conversarem com pessoas que não sejam de seu espaço social, como as que não são familiares e nem amigos. Muitas vezes, esse distúrbio é confundido com timidez.

Se não tratado, acarreta em prejuízo social e profissional, além de fazer com que a criança cresça muito ansiosa para conversar com outras pessoas.

Fobia específica

A fobia específica nada mais é que o medo de determinada situação ou objeto, por exemplo, ter medo de altura, de multidões ou de injeções. Nestes casos, a ameaça é muito menor perante a realidade, o que leva a uma reação desproporcional do indivíduo.

Fobia social

Também chamado de transtorno de ansiedade social, sua principal característica é o medo de situações em que a pessoa acredite ser avaliada por outras, como festas ou uma simples conversa.

O principal receio destes indivíduos é ser ridicularizado ou avaliado negativamente, o que faz com que se privem de socializar e até mesmo comer determinados alimentos. Além disso, há uma intensa ansiedade por antecipação de eventos sociais.

Transtorno do pânico

Essa síndrome é marcada por crises de medo intenso e sensação de que algo ruim acontecerá. A condição pode surgir sem ou com a agorafobia, que é a fobia de situações que possam provocar os episódios de pânico, como ambientes cheios de pessoas.

Os sintomas de síndrome do pânico começam com uma ansiedade abrupta que evolui para aumento do ritmo cardíaco, tremor, suor excessivo, falta de ar, incômodo no tórax e abdômen, boca seca, formigamento, calafrio ou calor, sentimento de irrealidade ou despersonalização e medo de morrer.

Agorafobia

Como explicado acima, a agorafobia é um tipo de ansiedade que ocorre concomitantemente a ataques do pânico, que podem ou não estar ligados à síndrome do pânico.

Ela é marcada por medo ou ansiedade de situações que possam desencadear o pânico, como lugares fechados, cheios ou simplesmente sair de casa sozinho.

Ansiedade generalizada

Esse distúrbio é o que conhecemos popularmente como “ansiedade”. Ele é marcado pela preocupação e ansiedade em relação ao futuro que ultrapassam o limite do normal e passam a prejudicar a qualidade de vida.

Os sintomas de ansiedade generalizada podem ser físicos ou mentais e incluem: preocupação e medo constantes, inquietude e nervosismo, dificuldade de concentração e memória, descontrole dos pensamentos, sensação de que algo ruim ocorrerá, alteração do ritmo cardíaco, falta de ar, dores não explicadas por doenças, alterações do sono, tontura e cansaço.

Induzido por medicamento ou substância

O transtorno de ansiedade induzido por medicamento ou substância diz respeito a pacientes que desenvolveram a ansiedade exacerbada pelo excesso ou falta de algum composto, como álcool, maconha, cafeína, cocaína, sedativos, entre outros.

Por outra condição médica

Essa ansiedade nada mais é que um sintoma de outras doenças, como hipertireoidismo, insuficiência cardíaca, asma, deficiência de vitamina B12, entre outros.

Especificado e não especificado

Ainda há outros dois tipos de ansiedade, denominados especificados e não especificados. Em ambos, há sintomas típicos que prejudicam a qualidade de vida, mas que não são suficientes para preencher todos os quesitos necessários para que o médico determine um tipo de ansiedade.

No especificado, o médico preenche a ficha do paciente com alguma informação adicional relacionada às crises, já no não especificado há a falta desse complemento.

Depressão ansiosa

Apesar de o DSM-V não integrar tal condição, outros manuais classificam o transtorno misto ansioso e depressivo como um tipo de ansiedade.

Segundo o psiquiatra e superintendente técnico da ABP, Antônio Geraldo da Silva, o distúrbio pode ser uma manifestação de ansiedade com sintomas depressivos ou de depressão com sintomas ansiosos.

Quando se preocupar?

A ansiedade é uma reação normal do organismo, mas se ela estiver ultrapassando os limites e prejudicando relacionamentos, carreira e conforto mental, é hora de buscar auxílio médico e conversar com familiares para que eles entendam o que está se passando.

Apenas um psiquiatra saberá avaliar se o caso em questão se trata de ansiedade e indicar o tratamento adequado, que geralmente consiste em medicação e terapia com psicólogo.

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