Veja coisas que os ginecologistas querem que você saiba sobre a sua vagina

Em determinado momento da vida, todas as mulheres vão enfrentar algum tipo de incômodo comum relacionado à saúde da região íntima e ficar bem informada sobre o funcionamento do próprio órgão é essencial para saber quando precisa ficar alerta e o que é natural e orgânico. Confira abaixo algumas coisas que os ginecologistas querem que você saiba sobre a sua vagina, no que diz respeito a cheiros, coceira e corrimento:

Cheiro na vagina

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Toda mulher elimina secreções pela vagina e isso é completamente normal e saudável. Composta por células mortas e produtos da degradação do meio, essa secreção tem cheiro e não deve ser motivo de preocupação ou constrangimento quando ele é suave e quase imperceptível, mudando de acordo com cada fase do ciclo menstrual.

O odor na vagina pode ser sinal de anormalidade somente quando for forte demais, diferente do habitual e provocar incômodo. Neste momento, o ideal é se consultar com um ginecologista para conhecer as origens e tratamentos da condição.

E saiba que alguns hábitos comuns podem alterar a saúde da sua região íntima e, consequentemente, causar cheiro ruim na vagina. Usar roupas apertadas demais ou lingeries de materiais sintéticos podem comprometer a respiração da região e facilitar a impregnação de fungos e bactérias. Para evitar, opte por peças mais larguinhas e feitas de algodão.

Erro bastante comum e que afeta a saúde da vagina, a higiene excessiva promove proliferação de bactérias, atrapalhando o equilíbrio natural da região. O mesmo, claro, vale pela falta de limpeza. O ideal é lavar a vagina normalmente durante o banho, utilizando sabonete neutro, sem cheiro e incolor.

Especialistas ainda recomendam evitar o hábito de realizar ducha vaginal e uso de absorvente diário, que abafa a região. Outras características mais pessoais também podem interferir no odor da vagina, como transpiração excessiva, vazamento de urina e excesso de peso, já que as dobrinhas formadas na pele também podem causar o problema.

Coceira na vagina

Sentir coceira na região íntima é um indicativo de que algo está em desequilíbrio. Por isso, sempre que este sintoma aparecer, deve ser investigado por um médico. A causa pode variar desde a simples falta de higienização até uma doença grave, como o câncer.

Normalmente, a causa mais comum do incômodo é a limpeza inadequada da vagina, seja por excesso ou falta de higienização. O ressecamento da vagina outra possível cauda de coceiras, bastante comum em mulheres na menopausa. A ausência dos hormônios que hidratam a região íntima deixa a vagina seca, o que causa o incômodo.

Por fim, a coceira na vagina pode ser desencadeada por uma alergia. Absorvente, protetor diário, sabonete íntimo, gel ou óleo lubrificante e brinquedos eróticos são alguns dos fatores capazes de provocar uma reação alérgica na área íntima da mulher. Ao notar o sintoma, é imprescindível procurar um ginecologista para investigar as possíveis causas do problema.

Por mais difícil que seja, tente não coçar a região. Isso pode machucar e até cortar a pele da vagina, piorando o quadro. Evite ainda soluções caseiras, como banho de assento ou ducha íntima. Além de mascarar a origem do problema, você pode agravar o quadro ou até gerar novas condições, dependendo do produto que utilizar.

Corrimento

É extremamente natural que durante toda a vida a mulher tenha corrimentos que, normalmente, são constituídos por bactérias e células mortas decorrentes da degradação natural do meio vaginal e é responsável pela autorregulação da região. A cada período do ciclo menstrual o seu aspecto muda e, para evitar que a secreção natural seja confundida com doenças ginecológicas, é preciso aprender a identificá-la.

Embora seja natural que a vagina elimine secreções durante o ciclo, dois tipos de corrimentos podem indicar doenças: as secreções mais amareladas ou esverdeadas. O fato ainda merece atenção quando a mulher sente desconforto nas relações sexuais ou para urinar ou cheiro forte.

Candidíase

A infecção vulvovaginal causada por um fungo normalmente provoca muita coceira e pode ocorrer inúmeras vezes ao longo da vida da mulher. A candidíase pode causar ainda dor pélvica e incômodo durante a relação sexual, além de corrimento, atrapalhando a qualidade de vida da paciente.

A candidíase normalmente é tratada com medicamento antifúngico, que pode ser em comprimido, em creme ou os dois. No caso de suspeita de alguma doença importante, talvez seja necessário colher material para a realização de biópsia

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