Ver selfies com frequência pode diminuir sua autoestima

Você provavelmente já deve ter curtido pelo menos uma foto hoje. Nossos feeds nas redes sociais sempre estão recheados com selfies de outras pessoas.

Famosos curtindo uma balada cheia de glamour, colegas de trabalho apreciando as férias na praia e amigos da academia mostrando o tanquinho no espelho são alguns exemplos de fotos que perpassam nossa rotina diária.

As imagens podem não ser tão inofensivas assim. Um estudo da Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos comprovou que o usuário que observa selfies com frequência pode ter níveis baixos de autoestima e se sentir mais insatisfeito com a vida.

“A maioria das pesquisas sobre redes sociais analisa a motivação do usuário para postar e gostar de um determinado conteúdo, mas agora estamos começando a olhar para o efeito que isso causa no comportamento de quem observa”, disse Ruoxu Wang , estudante de pós-graduação em comunicação de massa .

A pesquisa, publicada on-line no Journal of Telematics and Informatics, focaliza o fenômeno de “lurking” nas mídias sociais – que é quando alguém não participa ativamente das mídias sociais (dando o “like” ou comentando), mas apenas observa silenciosamente. Essa forma de “participação” nas mídias aparentava não ter nenhum efeito sobre como as pessoas se enxergavam, mas o estudo revelou o oposto.

Os alunos descobriram que, embora a ação de postar fotos não tivesse efeitos psicológicos significativos, o ato de vê-las afetava o comportamento dos participantes. “As pessoas costumam publicar selfies quando estão felizes ou se divertindo. Isso faz com que os outros olhem para essas fotos e pensem viver de maneira desinteressante, por comparação”, disse Wang.

Os pesquisadores descobriram que quanto mais os participantes olhavam para essas imagens, menor ficava a autoestima deles. No entanto, houve um grupo que não se sentiu assim. Pessoas classificadas como tendo um forte desejo de “parecer popular” ficaram com autoestima elevada. Para aqueles mais inseguros sobre seu status social, o resultado foi menos positivo.

Os pesquisadores esperam que o trabalho possa aumentar a conscientização geral sobre o uso das redes sociais. “Nós muitas vezes não refletimos sobre como o que postamos pode afetar as pessoas. Esse estudo pode ajudar a compreender potenciais consequências do que postamos”, afirmou Wang.

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