Vítima de estupro coletivo dá depoimento: “Quando acordei tinham 33 caras em cima de mim”

Na noite desta quarta-feira, 25, o vídeo chocante de uma adolescente que sofreu um estupro coletivo causou revolta nas redes sociais. Nas imagens postadas no Twitter, a jovem de 16 anos aparece nua, ferida e desacordada em uma cama, enquanto homens fazem piadas com a situação. “Mais de 30 engravidou [sic]”, diz um deles, rindo. Já o autor da postagem – que teve sua conta excluída – escreveu: “Amassaram a mina, intendeu (sic) ou não intendeu (sic)? Kkkkkkkkkk”. O crime aconteceu no morro da Barão, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e está sendo investigado pela Polícia Civil da cidade.

“Quando acordei tinham 33 caras em cima de mim”, declarou a jovem ao jornal O Globo na tarde desta quinta-feira, 26, após ser atendida pelo setor de ginecologia do Hospital Maternidade Maria Amélia. Segundo a publicação, a vítima passou a madrugada no Instituto Médico Legal e já foi ouvida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). O Ministério Público também está acompanhando o caso e informou que recebeu inúmeras denúncias anônimas desde que o vídeo começou a circular nas redes.

Ainda ao jornal O Globo, a jovem relatou que foi para a casa do namorado na noite da última sexta-feira, 20, e só acordou no domingo. De acordo com a polícia, o vídeo teria sido gravado no sábado e a garota estava desaparecida até esta quarta-feira, 25, quando foi resgatada na Praça Seca por um agente comunitário.

Responsável pelas investigações, o delegado Alessandro Thies pediu para que quem tiver qualquer informação que possa auxiliar na identificação dos autores do crime entre em contato pelo e-mail alessandrothiers@pcivil.rj.gov.br.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CDDH) também se manifestou sobre o caso: “Trata-se de um ato de barbárie e covardia. A agressão a esta jovem é também uma agressão à todas as mulheres. Estamos assistindo crescente desumanização e desrespeito ao outro. As maiores vítimas têm sido as mulheres. Nossa solidariedade à jovem violentada, à sua família e à todas as mulheres”, diz a nota.

Nas redes sociais, usuários indignados com a brutalidade do crime comentaram o caso e se mobilizaram contra mensagens de pessoas que culparam a vítima pelo ocorrido.

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