Você bebe muito refrigerante? Então cuidado!

Temos a responsabilidade de cuidar também do nosso corpo.

Os fatos mensuráveis indicam motivos para nos preocuparmos: 33% dos adultos do mundo todo estão com sobrepeso; a prevalência da obesidade dobrou desde 1980; nos últimos 15 anos, o número de crianças menores de 5 anos que estão obesas ou com sobrepeso aumentou tanto que já ultrapassa 41 milhões.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), estamos diante de uma epidemia de obesidade de proporções globais, provocada pelo alto consumo de gorduras e açúcares e por um estilo de vida excessivamente sedentário.

Um dos efeitos do consumo de açúcares e do sedentarismo é o avanço da diabetes, que, a cada ano, mata 1,5 milhão de pessoas. Em paralelo, outros 2,2 milhões de pessoas morrem por consequência dos altos níveis de glicose no sangue.

O panorama levou a OMS a propor uma ação drástica: estabelecer uma forte alta nos impostos sobre as bebidas açucaradas para tentar com isto reduzir a epidemia de obesidade e diabetes que afeta centenas de milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a organização, uma taxação em 20% reduziria em similar porcentagem o consumo dessas substâncias.

Muita gente, em especial crianças, está acostumada a ingerir bebidas açucaradas ao longo de todo o dia, nas refeições e fora delas, o que facilita o aumento de peso e, com frequência, desemboca na obesidade.

O apelo da OMS, feito na semana passada, coincide com a publicação de um relatório norte-americano que apontou que a Coca-Cola e a Pepsi deram dezenas de milhões de dólares a organizações de saúde para lavar a sua imagem e tentar diminuir o apoio a leis que proponham taxar esse tipo de bebida.

O açúcar já está presente nos alimentos que consumimos, em especial nas frutas, e não há necessidade de consumo adicional. No entanto, uma única lata de refrigerante convencional contém mais de 100% de todos os açúcares livres considerados adequados para um dia, ou seja, mais ou menos 40 gramas.

Os açúcares livres englobam a glicose, a frutose e o que é acrescentado artificialmente às bebidas e comidas, assim como os que existem de forma natural em produtos como o mel e os sucos. “Se os governos aumentarem os impostos sobre produtos como as bebidas açucaradas, vão reduzir o sofrimento e salvar vidas”, assegura Douglas Bettcher, diretor do departamento de Prevenção de Doenças não Infecciosas, da OMS.

A organização observa também que os impostos em questão podem ser usados para reduzir o custo do tratamento dessas doenças e para financiar políticas de promoção da saúde.

Não custa lembrar a todos nós, católicos, a virtude da temperança, que nos pede moderação e bom senso no uso de todos os bens terrenos a fim de preservar também a nossa integridade física: não somos apenas seres dotados de espírito; somos uma unidade psicossomática, ou seja, uma unidade de corpo e alma. Cabe-nos, assim, a responsabilidade de cuidar também do nosso corpo.

Vimos em catholicus.org.br

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